Padre suspeito de abuso se apresenta à polícia

De acordo com denúncia do Ministério Público, sacerdote teria transformado a casa paroquial em uma espécie de ¿masmorra erótica¿

iG Rio de Janeiro |

O padre polonês, de 44 anos, suspeito de ter abusado sexualmente de um adolescente de 16 anos, se apresentou na noite desta sexta-feira à 33ª DP (Realengo), na zona oeste do Rio de Janeiro. A prisão preventiva do sacerdote foi decretada na última quinta-feira pela 1ª Vara Criminal de Bangu.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os abusos sexuais teriam ocorrido em 2007 na casa paroquial da Igreja Divino Espírito Santo, em Realengo, na zona oeste da capital fluminense. Segundo o documento apresentado à Justiça, o padre teria algemado o jovem a uma cama e feito sexo oral nele, transformando a casa paroquial em uma espécie de “masmorra erótica”.

Após o suposto abuso sexual, o sacerdote colocou dinheiro no bolso da vítima e exigiu “silêncio”, caso contrário, todos ficariam sabendo do ocorrido. Posteriormente, o religioso chegou a ameaçar o jovem de morte, dizendo que “já sabia as flores que colocaria em seu caixão”.

“As provas colhidas durante a investigação apontam o indiciado como uma pessoa compulsivamente ligada a sexo com adolescentes”, escreveu o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira na decisão. “O acusado arregimentava esse rebanho de inocentes jovens para levá-los a sua casa paroquial, subestimando sua alta relevância espiritual para transformá-la numa espécie de ‘masmorra erótica’ onde submetia estes jovens, inclusive com emprego de algemas, as orgias descritas entre risos nas ‘conversinhas’ mantidas com seus amigos na internet”, completou o magistrado.

Em 2006, o adolescente deixou a igreja onde havia servido por dois anos como coroinha. O padre teria o convencido a frequentar a paróquia em 2007, quando iniciaram conversas e troca de mensagens de “cunho pornográfico” via internet. O abuso teria acontecido próximo ao carnaval daquele ano, quando a casa paroquial estava deserta.

O religioso irá responder pelos crimes contra os costumes e corrupção de menores. Se for condenado por atentado violento ao pudor, ele poderá pegar até dez anos de prisão. Em nota, a Arquidiocese do Rio de Janeiro lamentou o ocorrido e afirmou que o “sacerdote já se encontra suspenso de suas funções paroquiais”. A entidade afirmou que, “além do processo criminal, existe o processo canônico que foi instruído pelo Tribunal Eclesiástico que, a seu tempo, tomou as devidas providências”.

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