Operação prende suspeitos de integrar milícia na zona oeste do Rio

Entre os detidos está um policial civil. Dois PMs e um soldado do exército estão foragidos

Daniel Gonçalves, especial para o iG |

Agência O Globo
Suspeitos de integrar grupo miliciano foram presos em Pedra de Guaratiba
A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira sete suspeitos de fazerem parte da milícia da comunidade do Piraquê, em Pedra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) pretendem cumprir dez mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na operação batizada de Biscoito.

Segundo a corporação, entre os detidos está um policial civil. Dois PMs e um subtenente do exército estão foragidos.

Cerca de 90 agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública, da Delegacia de Protecão à Criança e ao Adolescente Vítima dão apoio à operação, que conta também com a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais, a CORE.

Torturas e homicídios

As investigações apontam que a milícia Piraquê atuava cobrando taxas de segurança e explorando venda de imóveis e terrenos, além do monopólio da comercialização de botijões de gás e a redistribuição ilegal de sinais de TV a cabo. Segundo a polícia, “a quadrilha é extremamente violenta, suspeita de praticar torturas e homicídios em plena luz do dia e em locais públicos”.

O policial civil Eduardo Pinto da Cunha é considerado um dos líderes do grupo. Ele usaria armas e viaturas da 43ª DP (Guaratiba). O subtenente do Exército Marco Antonio Cosme Sacramento é apontado como o responsável pelos homicídios e ocultação de cadáveres em um cemitério clandestino na região.

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