Operação contra o crack recolhe 89 pessoas no Rio

Pessoas foram encaminhadas para abrigos municipais. Adolescentes que forem considerados dependentes graves serão enviados a unidades de abrigamento obrigatório

AE |

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Oitenta e nove pessoas foram recolhidas das ruas do Jacarezinho, zona norte do Rio, nesta quarta-feira, durante operação promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social para combater o consumo de crack. Os 82 adultos e sete adolescentes, considerados moradores de rua e usuários de crack, foram submetidos a triagem e encaminhados para abrigos municipais.

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Adolescentes que forem identificados como dependentes químicos graves serão encaminhados para tratamento em uma das quatro unidades de abrigamento obrigatório. Durante a operação, que mobilizou 55 pessoas (33 policiais e 22 psicólogos, educadores ou assistentes sociais), foram apreendidos material para consumo de crack, facas e fogos de artifício. Essa foi a 14ª ação de combate ao crack realizada no Jacarezinho ao longo de sete meses.

Desde 31 de março a Secretaria de Assistência Social promoveu 59 ações de combate ao crack no Rio, recolhendo 2.944 pessoas (2.476 adultos e 468 crianças ou adolescentes). A operação com maior número de acolhimentos ocorreu em 22 de setembro, quando 167 pessoas foram recolhidas no Jacarezinho e em Manguinhos, também na zona norte.

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A Prefeitura do Rio adotou há seis meses o abrigamento obrigatório para crianças e adolescentes encontrados em áreas de consumo de crack da cidade, modelo mencionado no programa federal anunciado nesta manhã contra a droga. Atualmente, 104 pessoas estão internadas em quatro abrigos do município. "O usuário de crack não tem condições de avaliar se quer continuar usando drogas. Muitos desses jovens vão parar em uma cracolândia por falta de família para cuidar deles. Então, é dever do Estado intervir e zelar pela saúde dessas pessoas", diz o secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem.

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