Ocupação da Rocinha terá apoio do governo federal, diz ministro da Justiça

A favela deve ser ocupada a partir de domingo com a ajuda do Corpo de Fuzileiros Navais

Agência Brasil |

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta sexta-feira (11) que o governo federal dará, ao Rio de Janeiro, todo apoio necessário para a ocupação da Rocinha, na zona sul da cidade. De acordo com o governo do Rio, a comunidade deve ser permanentemente ocupada a partir deste domingo (13), com a ajuda do Corpo de Fuzileiros Navais.

De acordo com o ministro, a Polícia Federal também apoiará a ação e, se for necessário, a Força Nacional de Segurança poderá ajudar na ocupação da comunidade, que é uma das maiores do estado do Rio.

“Governo federal e governo do Estado do Rio de Janeiro, nesse momento, são um só corpo, na perspectiva de consagrarmos mais uma UPP [Unidade de Polícia Pacificadora]. Aquilo que for necessário de efetivo, de pessoal, em relação à Polícia Federal, à Força Nacional, às forças do Ministério da Justiça, e temos certeza também que, em relação às Forças Armadas, nós disponibilizaremos. Não faltará efetivo”, afirmou.

A ocupação faz parte do processo de instalação de uma UPP no local, a exemplo do que aconteceu nos Complexos do Alemão e da Penha, favelas ocupadas pelo Exército desde novembro do ano passado e que receberão UPPs no primeiro semestre do ano que vem. O governo do Rio não informou, entretanto, quando a UPP da Rocinha será instalada.

O ministro disse ainda que os presídios federais estão preparados para receber Antonio Bonfim Lopes, o Nem, e outras lideranças criminosas da Rocinha, tão logo a Justiça autorize a transferência dos criminosos para essas penitenciárias de segurança máxima.

“Os presídios federais estão abertos para receber aquelas pessoas que forem de alta periculosidade. Temos quatro presídios de segurança máxima e temos vagas para receber aqueles de alta periculosidade que forem presos nessas operações”, disse.

O ministro participou nesta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro, da assinatura de um acordo com o governo do Rio para a instalação de núcleos de Justiça e Cidadania nas comunidades pacificadas do estado.

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