Ocupação da Rocinha será mantida por polícias do Rio, sem Forças Armadas

Secretário José Mariano Beltrame diz que Estado tem capacidade de consolidar a ocupação sozinho. Ainda não há data para UPP

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

AE
Residência do traficante "Nem" passa por vistoria de policiais no Rio de Janeiro
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou nesta segunda-feira que, diferentemente do que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, a ocupação permanente das comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu não contará com militares do Exército.

De acordo com Beltrame , que falou à imprensa na sede do 23º Batalhão da Polícia Militar (Leblon), caberá às forças de segurança estaduais manter o território, até este domingo dominado por traficantes de drogas, por cerca de 30 anos.

“Quero salientar a importância do trabalho do Exército na Penha e no Alemão. Mas na Rocinha/Vidigal/Chácara do Céu, serão as forças estaduais (que ocuparão). Sei das dificuldades do Exército. O Estado tem condições de consolidar a ocupação”, afirmou Beltrame.

Ainda não há, porém, previsão de data para a implantação de UPP nessas comunidades. É provável que mais de uma unidade seja necessária, dado o tamanho da área e a dificuldade de monitorá-las com eficiência.

Agência OGlobo
Militares do Exército ficarão mais tempo que o previsto inicialmente no Complexo do Alemão
Segundo o secretário, a PM vai formar cerca de 500 policiais militares por mês até março de 2012. Boa parte desse efetivo seria designado para a atuação em UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). A dificuldade em formar número suficiente de policiais, porém, tem sido o calcanhar-de-aquiles do Estado para uma maior velocidade na implantação de UPPs no Rio.

Este também foi o motivo para o novo pedido do governador Sérgio Cabral ao governo federal para a manutenção da Força de Pacificação do Exército nos complexos da Penha e do Alemão até junho de 2012. Antes, os militares tinham acordado ficar até outubro passado.

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