‘No terceiro andar havia um enorme vazio’, relembra testemunha

Duas obras estavam sendo feitos no prédio que desabou. Elas não estavam registradas no Crea-RJ

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

AE
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Dona de um escritório que funcionava no 16º andar do prédio de 18 pavimentos que desabou no centro do Rio, Teresa Andrade, de 46 anos, confirmou que duas obras estavam sendo feitas no edifício. Uma delas era feita no 9º andar, mas era a intervenção do 3º andar que chamava a atenção.

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“Quando a abria a porta do elevador, você se deparava com um enorme vazio. A sala do meu escritório tinha várias colunas. No terceiro andar, não tinha nada”, relembrou. Teresa disse que os empregados que cuidavam da obra nesse pavimento não tinham uniformes. “Também nunca vi o responsável pelos trabalhos”, contou.

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De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), as duas obras no prédio, localizado no número 44 da Avenida Treze de Maio, eram ilegais. Elas não estavam registradas no órgão. Caso a obra não tenha um engenheiro responsável, o dono da empresa que estava realizando as obras será multado por exercício ilegal da profissão.

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