No Rio, passageiros criticam greve de aeroviários

Clima é de tranquilidade nos aeroportos cariocas apesar da ameaça de paralisação

Raquel Pinheiro, especial para o iG |

O clima é de normalidade nos aeroportos do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (23), apesar da greve dos aeroviários no Galeão (RJ) e em Brasília (DF), Confins (MG), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). A paralisação não afetou a movimentação nos aeroportos cariocas e tanto o Santos Dumont quanto o Tom Jobim operaram dentro do esperado, e sem manifestações ou confusões, para alívio dos passageiros, que comemoram o enfraquecimento da greve.

“Vim passar o Natal com minha família e estava morrendo de medo que meu voo fosse cancelado”, contou a pedagoga Elaine Stutz, de 47 anos, que saiu de Fortaleza e fez escalas em Salvador e Confins antes de chegar ao Rio pelo Tom Jobim. Casada com um controlador de vôo, ela classificou as paralisações às vésperas de datas importantes como um sacrifício para a população. “É cruel. Tudo bem que lutem por seus direitos, mas sem prejudicar os passageiros. Fazer greve em feriados é uma manipulação suja”, afirmou Elaine, que não enfrentou atrasos na viagem.

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O sentimento era compartilhado por outros passageiros, como o dentista Alexandre Moris, de 39 anos, que saiu de Campinas em um vôo direto para o Santos Dumont acompanhado da mulher, Denise, e da filha de 4 anos, Beatriz. “Estou surpreso do voo não ter atrasado. Entendo que os aeroviários queiram negociar, mas é oportunismo fazer isso nesta época do ano”, disse. Também no Santos Dumont, a comerciante Lita Garrido, de 52 anos, que depois de sair de Salvador passou dois dias em São Paulo e viajou ao Rio para embarcar em cruzeiro pela América do Sul, manifestou sua indignação. “Fiquei preocupadíssima, porque fui avisada que o navio sairia na hora marcada, mesmo se ocorresse a greve”, contou.

O movimento dos aeroviários, que são os trabalhadores em terra das companhias aéreas, enfraqueceu depois que os aeronautas (pilotos, copilotos e comissários) fecharam um acordo com as empresas de reajuste salarial de 6,5%. Já os aeroviários de parte do país recusaram a oferta, deflagrando a greve. Embora segundo informações de funcionários do Santos Dumont os manifestantes não tenham pisado hoje ou ontem no aeroporto, por volta das 6h desta sexta eles fizeram um pequeno protesto de pouco mais de dez minutos no Tom Jobim, de acordo com trabalhadores do Galeão.

Até o meio dia desta sexta-feira (23), do total de 1.390 voos domésticos programados para todo o país, 135 (9,7%) tiveram atrasos e 38 (2.7%) foram cancelados. Neste momento, 19 voos (1,4%) estão atrasados. No Galeão, 8 (8.8%) dos 91 voos previstos tiveram atrasos e 1 (1.1%) foi cancelado. No Santos Dumont, foram 7 voos cancelados (9,1%) e 1 (1.3%) atrasado dos 77 programados. Há 1 voo (1,3%) em atraso no momento.

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