No Rio, marcha contra corrupção reúne 2.000 pessoas, segundo organização

Número é inferior ao do último protesto, quando 2,5 mil cariocas se reuniram no Centro da cidade

Priscila Bessa, iG Rio de Janeiro |

Com ações previstas em pelo menos 28 cidades brasileiras espalhadas por 17 estados, a Marcha Contra a Corrupção reúne 2.000 pessoas no Rio de Janeiro, segundo estimativas da organização. O número de participantes foi inferior ao registrado no último dia 29, quando 2,5 mil cariocas se juntaram para protestar no Centro do Rio .

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Manifestantes usam máscaras e vassouras durante o protesto

Iniciamente marcada para as 13h30, a marcha atrasou. Só às 14h os manifestantes começaram a marchar ( a concentração teve início ao meio-dia ).

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Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz, com as vassouras que se tornaram símbolo do protesto
Um dos organizadores do protesto, o presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, afirmou que as manifestações só tendem a crescer. "Decidimos que esse combate a impunidade não seria um espasmo cívico, porque para dar conta de um problema dessa dimensão tem que ter continuidade. É um problema que está incrustrado no Legislativo, no Executivo e no Judiciário. Por isso decidimos não sair mais das ruas", contou Costa.

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A marcha contra a corrupção atrai maçons, crianças e senhoras em São Paulo e tem a presença de cerca de 1.000 pessoas na Avenida Paulista.

Novo protesto em 15 de novembro

De acordo com o presidente da ONG Rio de Paz, uma nova manifestação está marcada para o dia 15 de novembro ( Dia da Proclamação da República ), também em Copacabana.

Costa afirmou, no entanto, que os manifestantes planejam ações pontuais, como a que preparam para a votacão do projeto Ficha Limpa no Congresso . "Ficaremos acampados lá o dia todo. A ideia é a sociedade acompanhar o que acontece de perto e não deixar nas mãos dos partidos", afirmou ele, ressaltando que a marcha tem cinco mandamentos: "O fim do voto secreto, a aprovação da Ficha Limpa, transparência nos gastos públicos, independência e apoio no CNJ, e combate à impunidade, especialmente nos casos de crime do colarinho branco".

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Crianças da Favela Mandela, em Manguinhos, pintam vassouras de verde e amarelo, símbolo da manifestação contra corrupção
Símbolos do movimento, vassouras estão sendo vendidas a R$ 5 no calçadão de Copacabana. "Aguardamos a chegada de um grupo de crianças da favela do Mandela, em Manguinhos, que irão entregar as vassouras para os manifestantes quando a passeata chegar a Avenida Princesa Isabel ( no Leme )" contou.

Para o ator Jonas Bloch, a manifestação é a maneira de se "mobilizar a nação e transformar as coisas". "As pessoas que se entusiasmam em vir para a marcha da maconha ou para a parada gay deveriam perceber que estão sendo feitas de bobas pelo governo e estar aqui. Estou aqui como cidadão, mas sei que a presenca de alguém que tem visao pública é um apoio exemplar para as pessoas. Faz parte da minha história de engajamento politico", disse o ator.

Os manifestantes aproveitam para colher assinaturas para um abaixo-assinado que pede o enquadramento da corrupção como crime hediondo, no Código Penal.

"Não somos contra partidos políticos. Há políticos integros, sim, mas eles estão acanhados. Todo mundo é bonzinho na época de eleição, mas na hora do ‘vamos ver’ esse compromisso se rompe. Um recado para o Legislativo: sejam honrados, incorruptíveis, para que tenhamos orgulho do nosso Congresso. Vamos aprender a votar e tirar todos os corruptos do poder”, bradou Marcelo Medeiros, um dos organizadores do Movimento 31 de julho.

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