'Não vai ser um período fácil', desabafa esposa de dono da TO

O relato está no Facebook da esposa de Roberto Monteiro, sócio da empresa que fazia obras em prédio que desabou

Beatriz Merched e Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro |

Facebook/Reprodução
Roberto Monteiro é o proprietário da empresa TO

Lúcia Navarro, mulher do empresário Roberto Monteiro, um dos sócios da empresa Tecnologia Organizacional (TO), fez um desabafo na manhã dessa sexta-feira (27), em seu perfil no Facebook, sobre o desabamento dos prédios no centro do Rio essa semana . Em sua página, ela explica que a obra era uma reforma para pintura e troca de carpetes.

 O post de Lúcia aparece em meio a conversas com amigos na rede social e foi motivado porque o  Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) do Rio de Janeiro, em um vistoria preliminar,  acredita que o desabamento ocorreu devido a um dano estrutural. A TO realizava obras em dois andares do prédio.

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"Amigos, a imprensa decretou que a culpa do desabamento do prédio é de uma obra que estava sendo realizada na TO. Acontece que essa obra era uma reforma de embelezamento (pintura, trocas de carpetes e baias). Não mexeram nas vigas citadas nas notícias divulgadas", escreveu Lúcia.

Ela também lamenta: "os sócios já estão sendo acusando (sic) de pessoas sem caráter. Não vai ser um período fácil para nós!! Não vai mesmo!!"

Reprodução
Lúcia Navarro, esposa de um dos sócios da TO, acusa a imprensa de pré-julgamento
Também no Facebook, Lúcia comemora o fato do marido ter saído ileso do desabamento. "O meu Roberto se salvou!! Graças a Deus, ao Theo, ao destino!! Obrigada por todas as manifestações de carinho e apoio. Isso foi muito bom para nós dois!! Mostrei a ele todas as mensagens postadas aqui".

T O chamou engenheiro após síndico questionar obras

O engenheiro civil Paulo Sérgio Brasil, da empresa Estruturar Projetos e Consultoria, foi chamado pela TO após o síndico do prédio Liberdade indagar sobre o material de construção para obras em estoque no 3°andar.

De acordo com uma funcionária da Estruturar, Brasil prestou uma consultoria "pois o síndico estava implicando com o volume de saco de cimento no 3°andar".

Segundo a funcionária, o laudo dessa vistoria foi benéfico para a empresa. "O síndico reclamou do número de sacos de cimento. Cada saco tem 50 kg, quatro dá 200kg. Ele achou que eram 200kg no total, mas são 200kg/m²", afirmou. Ainda segundo a funcionária, nenhuma parede foi removida.

O ajudante de obras Alexandro da Silva Fonseca, que se salvou ao entrar em um elevador, disse que as obras eram superficiais. No entanto, segundo ele, algumas paredes foram removidas no 9° andar. "Tinha um banheiro no meio da sala, que foi retirado. Era parede de tijolos só, não tinha pilar", afirmou.

O Clube de Engenharia do Rio de Janeiro deverá divulgar nos próximos dias um laudo  com o resultado de estudos das possíveis causas do desabamento. 

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