"Não ter informações é angustiante", diz prima de jovem baleada

Estudante Larissa dos Santos Atanísio foi baleada e levada para o hospital Albert Einstein

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Os familiares das vítimas do ataque a tiros feito contra pessoas dentro da Escola Municipal Tasso da Silveira , no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, nesta manhã, estão recebendo atendimento de psicólogos e assistentes sociais da secretaria estadual de saúde. Porém, a demora para obterem informações sobre seus parentes tem gerado muita apreensão entre eles.

"Estão todos apreensivos. A esperança é ouvir que nossos parentes estão vivos", diz a dona de casa Danielle de Azevedo Alves, prima da estudante Larissa dos Santos Atanísio, de 15 anos, que foi baleada e levada para o hospital Albert Schweitzer. A família não sabe se ela permanece no local. Danielle estava na sala onde os familiares das vítimas estão sendo atendidos por psicólogos e assistentes sociais da secretaria estadual de saúde e diz que há muitos pais passando mal em consequência de falta de informação. "Eles pedem nome, idade e outras características das vítimas, mas não está sendo possível fazer uma identificação rápida. tem muita gente passando mal. eles estão tendo de tirar a pressão de todo mundo."

De acordo com Danielle a única coisa que todo mundo sabe até agora é que a menina Larissa foi acudida. A informação foi passada por colegas da estudante que estavam na escola no momento da tragédia. "Não ter informações é angustiante", lamenta.

O subprefeito da zona oeste, Edmar Teixeira, informou que o autor dos disparos, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, deixou uma carta antes de praticar o crime. No documento, que foi entregue à Divisão de Homicídios da Polícia Civil, o homem relatou que era portador do vírus HIV. "Na carta, ele dava indícios de que era uma pessoa desequilibrada. Em alguns trechos, escreveu que não tinha mais vontade de viver e citou os nomes de alguns professores e alunos", contou o subprefeito.

    Leia tudo sobre: ataquerio de janeiroviolênciaescola municipal

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG