Não queremos transformar nossas escolas em bunkers

Secretária municipal de Educação diz, em coletiva de imprensa, que haverá acompanhamento psicológico para professores e alunos

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

Claudia Costin, secretária municipal de Educação, reafirmou nesta sexta-feira, 8, que o episódio na escola Tasso da Silveira , em Realengo, zona oeste do Rio, também afetou todas as outras escolas municipais da cidade.

“Todas as escolas municipais foram afetadas. A escola está aberta para as comunidades e todo ex-aluno é bem vindo. Estado de choque tem que ser superado. Não há proteção contra um psicótico em qualquer lugar público. Mas isso não exime a reflexão da segurança. Não queremos transformar nossas escolas em bunkers ou presídios, ainda que seja compreensível o trauma das crianças”, afirmou a secretária.

Ela adiantou que, a partir da semana que vem, haverá um acompanhamento psicológico para os professores. Já para os alunos, este mesmo tratamento será em casa. Na próxima sexta-feira, haverá uma reunião para que se estude a possibilidade das aulas serem retomadas na segunda-feira, 18.

Helio Motta
Ministro da Educação, Fernando Haddad (no centro)

O ministro da Educação, Fernando Haddad, reafirmou que uma escola aberta é mais protegida do que uma escola fechada. “É possível perceber isso com casos internacionais. Deve-se fazer trabalho educacional com outras escolas, para que os alunos e professores também discutam o que acontecem com esta escola. Todos os alunos se sentiram atingidos”, disse o ministro.

Assim que as aulas forem retomadas, a direção vai convocar alunos e pais para pintar o prédio. O diretor Luiz Marduk falou que o bullying não é novo, mas a discussão é recente. “Estamos vivendo as consequências de um trabalho que não foi feito. Mas vamos reerguer a escola”, disse.

Helio Motta
Pixação no muro da escola

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