'Não dá para contar acidentes que tive', diz motorista de bonde

Profissional há 33 anos, colega do que conduzia bonde em Santa Teresa conta que acidentes são frequentes

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Gilmar Silvério é o motorneiro mais experiente dos bondes de Santa Teresa, com 33 anos de atividade. Ele conduziu o bonde 10 até o início desta tarde e o entregou ao amigo Nelson Correia da Silva, que morreu no acidente. “Poderia ter sido eu”, disse, chorando, perto do bonde tombado.

Gilmar contou que teve incontáveis acidentes com bondes, inclusive um que resultou na morte de uma pessoa. “No bonde, você está propício a acidentes. Não consigo nem contar quantos acidentes já tive”, afirmou ao iG .

O motorneiro estava muito abalado. “Estou sofrendo muito. Nelson era muito amigo mesmo”, disse. Segundo Gilmar, não é possível que o problema tenha sido falha nos freios. “São quatro freios, não tem como perder os quatro”, disse. A lotação dos bondes é de 32 pessoas sentadas, mais 12 em pé, além daqueles que ficam no estribo.

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