Após a ocupação da favela, vizinha ao Complexo do Alemão, moradores vão para as ruas e aproveitam o dia para assinar contratos de pacotes de TV

No entorno do Complexo do Alemão, na Penha, zona norte do Rio, as ruas estão desertas em função da operação policial que ocupa o conjunto de 14 favelas da região. Na avenida Nossa Senhora da Penha, a principal do bairro, o comércio está fechado, o que segundo moradores não é comum já que bares e restaurantes sempre abrem no domingo. A situação porém muda na passagem da Penha para o bairro de Olaria, por dentro da Vila Cruzeiro.

Após a ocupação da PM, na quarta-feira (24), moradores ocupam as ruas princiais da favela, como a estrada José Rucas, e a atração princiapal na região hoje são estandes de uma empresa de TV por assinatura.

A reportagem do iG teve fácil acesso ao local e constatou que além dos estandes de venda, representantes de uma empresa atendem moradores na porta de suas casas, em bares e até salões de beleza.

A manicure Rosane Silva, de 38 anos, disse que aproveitou para adquirir um pacote. “Com a polícia aqui vai acabar o ‘gatonet’ ( furto de sinal original de TV por assinatura comum em algumas comunidades do Rio ). Melhor comprar o pacote certinho porque as crianças não ficam sem TV”, disse ela.

Já na chegada a Olaria, onde está localizado o 16º BPM, que concentra a frota da PM e da Marinha que segue para o Alemão, moradores de um conjunto residencial, composto por sete edifícios, estenderam bandeiras do Brasil nas janelas. Em dois prédios bem em frente ao batalhão, é possível contar quatro bandeiras em sinal de apoio as ações de segurança.

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