MP-RJ recebe conclusão de inquérito sobre morte de juíza

Onze PMs são acusados do crime, entre eles o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira

iG Rio de Janeiro |

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro recebeu nesta terça-feira (4) o relatório final com a conclusão do inquérito que apura o assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli . Promotores do órgão já analisam o documento elaborado pela Polícia Civil e, com base nele, decidirão se vão oferecer ou não à Justiça denúncia contra os 11 policiais militares acusados pelo crime.

Entre os PMs acusados está o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira , que comandava o 7º BPM ( São Gonçalo) quando a magistrada foi morta. O oficial é apontado como o mandante do crime. Imagens reveladas no último domingo pelo Fantástico, da TV Globo, mostraram policiais tramando a morte de Patrícia Acioli em 11 de agosto, dia do crime.

A polícia chegou às imagens após o cabo Sérgio Costa Júnior, um dos dois autores dos disparos, fez um acordo de delação premiada, contando detalhes do crime em troca da redução de sua pena.

As cenas, gravadas por volta das 16h, poucas horas antes do assassinato, mostram o tenente Daniel dos Santos Benitez caminhando na ponte de acesso ao condomínio em que a juíza seria alvejada horas depois com 21 tiros . Benitez teve a cobertura de Costa, que o acompanhava de moto.

Minutos depois, as cenas mostram os dois deixando o lugar. De noite, a juíza sai de seu gabinete e dirigiu 29 quilômetros para casa, seguida por um carro dirigido pelo cabo Jovanis Falcão Júnior. Falcão encerra a perseguição quando é alcançado pela moto em que estavam Costa e o tenente Benitez.

A reportagem também mostrou escutas em que Benitez encomenda bebidas dentro do batalhão em que está detido. Em outra ligação, revela-se que receberia a visita do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, comandante do batalhão, que foi "dar uma força" aos detidos, antes de o próprio Oliveira ser preso e acusado de ser o mandante do crime. Nas escutas, ele é chamado de Zero Um pelos PMs.

Em sua primeira entrevista, o cabo Costa revela que, sem saber, a juíza já havia escapado de duas emboscadas naquela semana. Em uma das ocasiões, ela havia saído mais cedo e os PMs acabaram abortando o plano.

Costa, Benitez e Falcão estão presos, junto com outros oito PMs acusados no caso. No depoimento, Costa disse que o coronel mandou assassinar a magistrada, pois ela estava colocando em risco o faturamento ilegal que ele obtinha. O esquema de corrupção levantava entre R$ 10 mil e R$ 12 mil mensalmente. O que passasse deste valor, segundo o cabo, iria para o coronel.

*com informações da Agência Estado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG