Agentes eram réus de processos que seriam julgados pela juíza Patrícia Acioli

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) solicitou à Justiça nesta quinta-feira (8) o afastamento de 34 policiais militares que atuaram ou ainda são lotados no 7º BPM (São Gonçalo). Desse total, 28 agentes também tiveram a prisão preventiva solicitada. As medida foram anunciadas pelo procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes.

Segundo ele, os pedidos foram feitos após a análise de 60% dos processos que eram comandados pela juíza Patrícia Lourival Acioli . A maior parte dos PMs responde por autos de resistência (morte de criminosos em confronto com a polícia), mas também há casos de homicídios e formação de quadrilha.

Para Lopes, mais prisões devem ser solicitadas à Justiça depois que o restante dos processos for analisado. De acordo com o procurador, não há certeza de que todos os policiais investigados façam parte da mesma quadrilha ou de que tenham envolvimento com milícias. “O batalhão de São Gonçalo é um dos com maiores problemas no Estado”, disse.

A juíza Patrícia Acioli foi morta em 11 de agosto deste ano com 21 tiros na porta de sua casa, no município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ela atuava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, cidade vizinha.

No dia 23 de agosto, a Polícia Militar informou que 91 agentes eram réus em ações que seriam julgadas por Patrícia. Dois dias depois, cinco PMs de Niterói foram afastados do patrulhamento de rua, por determinação do comando do batalhão da cidade.

A ação foi feita com base em uma decisão tomada pela juíza Patrícia Acioli. A magistrada determinou o afastamento dos policiais por causa de irregularidades cometidas pelos agentes quando eles ainda trabalhavam no batalhão de São Gonçalo, município vizinho.

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