MP deve receber amanhã conclusão de inquérito sobre morte de juíza

Onze PMs são acusados do crime, entre eles o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira

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Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro deverá receber nesta terça-feira (4) o relatório final com a conclusão do inquérito que apura o assassinato da juíza Patrícia Acioli, ocorrido no dia 11 de agosto, em Niterói, na região metropolitana.

Onze PMs são acusados do crime, entre eles o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, que comandava o batalhão de São Gonçalo (7º BPM) quando a magistrada foi morta. O oficial é apontado como o mandante do crime. Parte dos autos já estão com os promotores. O inquérito tem 46 volumes.

Novas imagens reveladas ontem pelo Fantástico, da TV Globo, mostraram policiais tramando a morte da juíza Patrícia Acioli em 11 de agosto, dia do crime

A polícia chegou às imagens após o cabo Sérgio Costa Júnior, um dos dois autores dos disparos, fez um acordo de delação premiada, contando detalhes do crime em troca da redução de sua pena.

As cenas, gravadas por volta das 16h, poucas horas antes do assassinato, mostram o tenente Daniel dos Santos Benitez caminhando na ponte de acesso ao condomínio em que a juíza seria alvejada horas depois com 21 tiros. Benitez teve a cobertura de Costa, que o acompanhava de moto. Os dois são do batalhão da PM de São Gonçalo.

Minutos depois, as cenas mostram os dois deixando juntos o lugar. De noite, a juíza sai de seu gabinete e dirigiu 29 quilômetros para casa, seguida por um carro dirigido pelo cabo Jovanis Falcão Júnior. Falcão encerra a perseguição quando é alcançado pela moto em que estavam Costa e o tenente Benitez.

A reportagem também mostrou escutas em que Benitez encomenda bebidas dentro do batalhão em que está detido. Em outra ligação, revela-se que receberia a visita do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, comandante do batalhão, que foi "dar uma força" aos detidos, antes de o próprio Oliveira ser preso e acusado de ser o mandante do crime . Nas escutas, ele é chamado de Zero Um pelos PMs.

Em sua primeira entrevista, o cabo Costa revela que, sem saber, a juíza já havia escapado de duas emboscadas naquela semana. Em uma das ocasiões, ela havia saído mais cedo e os PMs acabaram abortando o plano.

Costa, Benitez e Falcão estão presos, junto com outros oito PMs acusados no caso. No depoimento, Costa diz que o coronel mandou assassinar a magistrada pois ela estava colocando em risco o faturamento ilegal que ele obtinha. O esquema de corrupção levantava entre R$ 10 mil e R$ 12 mil mensalmente. O que passasse deste valor, segundo o cabo, iria para o coronel. 

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