Inquérito comandado também pela 38ª DP (Irajá) que investigava tentativa de extorsão ao jogador Adriano foi arquivado

O Ministério Público (MP) Estadual do Rio de Janeiro ofereceu denúncia à Justiça contra 13 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas nas favelas Furquim Mendes e Dique, em Jardim América, zona norte da capital fluminense. A ação se baseou em investigações conduzidas pela 38ª DP (Irajá).

O inquérito com relação ao ex-atacante do Flamengo Adriano foi arquivado após requerimento do MP, que entendeu que o atleta não foi indiciado ou citado no relatório final da polícia. A decisão caberá à 26ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

Em junho, a Justiça indeferiu os requerimentos de quebra dos sigilos bancário e telefônico de Adriano por entender que, até aquele momento, os autos indicavam suspeita de que o jogador havia sido vítima de crime de extorsão.

A conversa entre Adriano e seu primo, que deflagrou as investigações em relação ao atleta, foi considerada nula. A interceptação telefônica gravada em dezembro de 2009 indicava, em princípio, que o jogador foi pressionado por traficantes da favela Vila Cruzeiro, na Penha, a entregar R$60 mil para financiar uma festa de Natal na comunidade.

Associação para o tráfico

Entre os denunciados pelo MP está Adilson Gomes da Hora Júnior, conhecido como Nico, que é suspeito de atuar na distribuição de drogas e na exploração de comércio clandestino de gás, de TV a cabo e serviço de moto-táxi.

Ele e mais 12 pessoas foram denunciados pelos crimes de associação armada para o tráfico de drogas, homicídio e roubo de carros e cargas. Os envolvidos tiveram pedidos de prisões preventivas.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.