Motorneiro morto era conhecido por ser lento na condução, gentil e cauteloso

“Nelson era o mais vagaroso de todos, às vezes até atrasava”, diz colega do homem que dirigia bonde que tombou

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

AE
Gilmar Silvério, motorneiro amigo de Nelson, disse que o amigo era o "mais vagaroso"
O motorneiro Nelson Correia da Silva, 57 anos, era conhecido no bairro de Santa Teresa e pelos colegas por seu temperamento calmo e gentil, e por conduzir o bonde com extrema cautela, até lentidão. Ele morreu no acidente do bonde que tombou neste sábado em Santa Teresa.

“Nelson era muito responsável, cuidadoso com os moradores e turistas, preocupado com as pessoas que estavam no bonde e fora. Andava devagar e parava para todo mundo”, disse a recepcionista Kelly Ribeiro, moradora que o conhecia há muitos anos.

“Ele era o único que não corria. Os outros motorneiros andam sempre ‘voados’, correndo muito nas curvas e acelerando nas retas, em alta velocidade”, afirmou a recepcionista.

Arte iG
Bondinho que se acidentou Santa Teresa estava superlotado, de acordo com as primeiras conclusões das investigações

O colega de profissão Gilmar Silvério, 55 anos e na atividade em Santa Teresa há 33, disse que Nelson era o mais lento do grupo.
“Nelson era o mais vagaroso de todos. Às vezes até atrasava de tão lento. Ele sempre andou cautelosamente. Se fosse eu até admito que se poderia dizer que estava rápido, mas ele não”, contou Gilmar.

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