Motoristas de ônibus de Niterói e São Gonçalo vão continuar em greve

Rodoviários da Baixada Fluminense, que pararam hoje, decidiram suspender o movimento

Agência Brasil |

Em greve desde a madrugada da última quinta-feira (29), os motoristas de ônibus de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado.

No entanto, os rodoviários de Nova Iguaçu, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, que entraram em greve na madrugada de sexta-feira (30), decidiram suspender provisoriamente o movimento.

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Na tarde de hoje, a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre representantes do Sindicato dos Rodoviários de Niterói e São Gonçalo e integrantes do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado (Setrerj) terminou sem acordo.

De acordo com o TRT, os representantes marcaram uma nova reunião para próxima segunda-feira (2), às 13h.

Os rodoviários de Niterói e São Gonçalo reivindicam aumento salarial de 16%, fim da dupla função, extinção da função de motorista júnior e um reajuste de 50% no valor da cesta básica. O sindicato patronal manteve a proposta de 10% de reajuste sobre o atual salário e 25% de aumento na cesta básica.

De acordo com superintendente do Setrerj, Márcio Barbosa, as empresas de ônibus estão dispostas em manter a proposta apresentada, caso os rodoviários voltem ao trabalho ainda hoje. Segundo ele, caso contrário a proposta volta a ser os 5,6% com base no reajuste da inflação do ano passado.

Os rodoviários da Baixada Fluminense vão realizar uma assembleia na próxima segunda-feira para decidir se retomam a paralisação. Antes, pela manhã, eles irão ao TRT onde será julgada a legalidade do movimento. A categoria pede 16% de aumento salarial e cesta básica de R$ 160.

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