Morte de jovem em tiroteio com PM no Rio será apurada

Júlio César Menezes Coelho não tinha ficha criminal e foi baleado duas vezes no peito

AE |

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A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro vai investigar as circunstâncias da morte de um jovem de 21 anos em uma troca de tiros com bandidos na noite de sábado em Cordovil, na zona norte da capital fluminense. Júlio César Menezes Coelho não tinha ficha criminal e foi baleado duas vezes no peito. Ele morreu antes de chegar ao hospital. A PM chegou a informar que o jovem fazia parte de uma quadrilha que pretendia atacar cabines policiais e assaltar motoristas na Avenida Brasil, mas corrigiu a informação horas depois.

Júlio César foi enterrado hoje no Cemitério do Caju, na zona portuária da cidade. Segundo parentes, ele estudava para concluir o Ensino Fundamental, fazia um curso de gastronomia e trabalhava em uma lanchonete em Copacabana, na zona sul. Parentes ficaram comovidos e revoltados com a morte do rapaz. "A polícia deveria ter um pouco mais de cautela. Se o meu sobrinho tivesse envolvimento com o tráfico, eu não estaria no enterro dele, falando de cara limpa", disse o tio do jovem Juacir Brandão.

Outras três pessoas morreram no tiroteio de sábado. Dois homens, segundo a PM, também não tinham ficha criminal. A outra vítima não foi identificada. Uma moradora da comunidade, Priscila da Silva Monteiro, de 23 anos, foi ferida por uma bala perdida no tornozelo. Foram apreendidas duas pistolas, um revólver, uma submetralhadora, três granadas e drogas.

A ação contou com 30 agentes do 16º Batalhão (Olaria) e atendia a uma denúncia anônima de que traficantes se preparavam para atacar cabines policiais na cidade. Ao menos quatro carros e cabines da corporação foram alvo de bandidos na semana passada.

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