Morte de adolescente na zona norte do Rio é investigada

Polícia Civil e Exército apuram morte no Complexo do Alemão. Adolescente teria sido vítima de 1º confronto desde a ocupação

AE |

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A Polícia Civil e o Exército investigam a morte a tiros de um adolescente de 14 anos na Favela Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Abraão da Silva Maximiliano foi o primeiro morto em suposto confronto entre traficantes e militares, desde o início da ocupação do Exército, no Complexo do Alemão e nas favelas da Penha, iniciada em dezembro de 2010. A Força de Pacificação (FPaz) informou que houve tiroteio. Os familiares afirmam que o rapaz estava desarmado e foi executado.

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De acordo com a versão da FPaz, Abraão morreu em troca de tiros entre uma patrulha do Exército e traficantes , na localidade conhecida como Mirante da Chatuba, na noite de segunda-feira. O tiroteio ocorreu por volta das 22 horas e envolveu uma patrulha da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada de Juiz de Fora contra pelo menos dois homens armados. Nenhuma arma foi apreendida.

"Uma patrulha encontrou três pessoas em atitude suspeita de boca de fumo (venda de drogas). Eles fugiram e o comandante da patrulha ordenou que parassem, mas os agressores correram e atiraram com uma arma curta. Os militares cumpriram a regra de engajamento (protocolo militar de uso da força) e deram dois tiros de advertência para cima, seguido por um tiro de bala de borracha contra a ameaça. Como os disparos dos agressores não cessaram, a patrulha iniciou os tiros de autoproteção", afirmou o coronel Malbatan Leal, chefe da Comunicação Social da Força de Pacificação.

Segundo o coronel, durante a perseguição, os militares perceberam que um dos agressores havia caído e iniciaram o socorro. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, o adolescente já chegou morto ao Hospital Getúlio Vargas (HGV) para onde foi levado por militares. Quatro fuzis do Exército foram enviados para a Polícia Civil e encaminhados para a perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli. A 22ª Delegacia de Polícia da Penha investigará o caso. O Exército abriu Processo Administrativo para apurar o confronto.

Os familiares afirmam que Abraão jogava bola com os amigos e não estava armado. Segundo eles, dois jovens foram ameaçados de morte, porque presenciaram a execução. A morte do adolescente é mais um episódio em um ano repleto de confrontos entre militares e traficantes. No dia 6 de setembro, homens armados tentaram retomar o Morro do Adeus e houve intenso tiroteio.

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