Missa por vítimas de massacre reuniu cerca de 2 mil pessoas

Cerimônia ocorreu na rua da escola onde houve o massacre; parentes se emocionaram

Priscila Bessa, iG Rio de Janeiro |

Fabrizia Granatieri
Multidão acompanha missa em homenagem aos estudantes mortos em massacre

A missa em homenagem às vítimas do massacre na escola Tasso da Silveira reuniu cerca de 2 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, na rua em frente à unidade de ensino, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. A celebração, presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, contou com a participação de bispos auxiliares e padres da região, além de representantes de outras religiões.

Tempesta começou a missa lembrando as vítimas. "A vida de cada uma dessas crianças não foi em vão. Estamos unidos neste local, que foi um cenário de dor e vamos transformá-lo em um local de fé e esperança", disse.

A chefe da Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, esteve no local. Também estiveram presentes, alguns estudantes que sobreviveram ao ataque do ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, 23. O sargento Márcio Alves que, juntamente com mais dois policiais evitou que fossem feitas mais vítimas, foi ovacionado ao chegar ao local. "Peço para que não abandonem essa escola porque aqui vocês vão conseguir força para superar essa dificuldade", pediu ao alunos que acompanharam a missa.

André Luiz dos Santos, que passou a madrugada desta quarta-feira amarrado em uma cruz, em frente à escola, aproveitou a ocasião para justificar o seu protesto. "Eu acompanho casos de violência pelo país", disse o empresário, que afirma já ter feito três dias de greve de fome, em outro protesto.


"Meu nome agora é ninguém"

A mãe do menino Igor Moraes, de 13 anos, um dos 12 alunos mortos no massacre, compareceu ao local. Indagada pela reportagem do iG sobre o seu nome completo, ela afirmou: "Meu nome agora é ninguém". Ao lado do filho mais novo, Eduardo Moraes, de 11 anos, ela disse que não foi capaz de abrir o material escolar devolvido pela escola. “Igor era um menino muito carinho, muito bom”, disse, emocionada.

Abalada, a tia de Karine Lorraine Chagas, de 14 anos, Ana Paula dos Santos, também está no local. “Estou muito triste, é dor, angústia, medo, falta e saudade da minha sobrinha. Estava tão feliz e, agora, tudo acabou. Não queria que a missa fosse dentro da escola de jeito nenhum. Ser aqui perto também me incomoda”, afirmou.

Fabrizia Granatieri
Mãe de Mariana, uma das vítimas, Noeli Rocha passa mal durante a missa e é amparada por parentes antes de ser levada para a escola onde foi atendida

Pais comentam sobre atirador

O pai da menina Mariana Rocha de Sousa, Marco Antônio Sousa, disse que está com saudades da filha e que sua esposa passou mal e teve que ser atendida. "Levaram ela para dentro da escola", contou ele, que ainda comentou o vídeo do atirador: "Ele é um doente. Ele destruíu crianças inocentes".

Já Clóvis Martins, pai de Laryssa Silva Martins, de 13 anos, não tem nenhum tipo de sentimento em relação a Wellington Menezes de Oliveira. "Esse rapaz é digno de pena. Uma pessoa sem amor no coração. Não consigo nem ter nada contra ele. Eu e minha família vamos nos recuperar. Tudo tem seu tempo".

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