Missa marca 1º mês da tragédia na escola Tasso da Silveira

Arcebispo Dom Orani Tempesta celebra cerimônia em homenagem às vítimas de Realengo

Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro |

Camisetas com fotos das 12 crianças mortas na escola Tasso da Silveira foram usadas por familiares e amigos durante a missa de um mês realizada na Igreja Cristo Libertador, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na noite desse sábado (7). Celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta e pelo Monsenhos Luiz Arthur Falcão, a cerimônia emocionou dezenas de pessoas que não se incomodaram de ficar em pé por cerca de uma hora e meia. "É importante continuar a caminhar. A vida não é só feita de dor, mas de superação e coragem também", disse Dom Orani.

Sem segurar as lágrimas, Inês Moraes lamentava a ausência do filho nesse dia das mães. A dona de casa perdeu o menino Igor da Silva, assassinado a tiros por Wellington Menezes de Oliveira dentro da escola onde estudava. "A gente aprende a levar a vida sem um filho, mas não dá para se conformar nunca", declarou, emocionada. No corpo, ela exibia uma foto do filho estampada na blusa com a frase: "ninguém morre enquanto está vivo no coração de alguém".

A celebração contou com o discurso da professora de História, Conceição Michelli. No altar, ela falou: "o que deve permanecer em nossos corações são as lembranças boas. A escola estará sempre ao lado dos que sofrem e precisam de carinho para superar essa tragédia".

Para lembrar o dia das mães, o arcebispo também chamou a dona de casa, Dalva Correia da Silva, que perdeu um filho em 2003, para dar seu testemunho. "Perdi o Thiago na chacina do Borel. É difícil até hoje lembrar que sepultei alguém que saiu de dentro de mim, mas a gente encontra forças para sobreviver.  Sou solidária às mães dessas crianças que perderam suas vidas tão jovens", disse Dalva.

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