Ministério Público arquiva inquérito contra ex-chefe de Polícia Civil do Rio

Procuradoria-geral não encontrou provas de quebra de sigilo contra Allan Turnowski

iG Rio de Janeiro |

A procuradoria-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro manteve o arquivamento do inquérito policial que apurava a suposta violação de sigilo profissional por parte do delegado Allan Turnowski.

Após análise dos autos da Operação Guilhotina, deflagrada em fevereiro deste ano pela Polícia Federal, o MP concluiu que não havia comprovação de que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio possuía conhecimento prévio sobre a realização da ação.

Segundo o procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou não ter dado a Turnowski nenhuma informação sobre a investigação da Polícia Federal.

Ele também não teria especificado quais policiais estariam sob suspeita de praticar ilícitos como a facilitação de fuga de traficantes do Complexo do Alemão.

Para o procurador-geral, a conclusão é de que não há evidência que aponte a correlação entre a Operação Guilhotina e o diálogo mantido por Turnowski com o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, preso na ação da PF. A conversa foi interceptada em novembro do ano passado.

Relembre o caso

A Operação Guilhotina foi deflagrada em fevereiro deste ano pela Polícia Federal. A ação buscou desarticular um grupo criminoso formado por policiais civis e militares acusados de envolvimento com o tráfico de drogas, armas e munições, além de atuação em milícias, na segurança de pontos de jogos clandestinos e na venda de informações sigilosas.

Na operação foi preso Carlos de Oliveira , homem de confiança de Turnowski, que comandava a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae). Por causa da prisão, o ex-chefe de Polícia Civil chegou a ser interrogado por policiais federais, na condição de testemunha.

Dias depois, a Polícia Federal indiciou Turnowski pelo crime de violação de sigilo funcional. Ele foi acusado de ter passado informações sobre a Operação Guilhotina ao inspetor Christiano Gaspar Fernandes, preso na ação.

Turnowski alega que, durante a investigação da PF, em 2010, foi informado por um policial federal que uma escuta telefônica havia registrado a prisão de um criminoso por Christiano. Ele teria entrado em contato com o inspetor para pedir que o preso fosse levado imediatamente à delegacia.

Por causa da crise na cúpula de segurança, Turnoskwi deixou a chefia da Polícia Civil e foi substituído pela delegada Martha Rocha .

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