Miliciano conhecido como Batman é condenado a 12 anos de prisão

Ricardo Teixeira Cruz foi condenado por formação de quadrilha; uma das testemunhas do processo foi morta no último domingo

iG Rio de Janeiro |

Apontado como líder da milícia "Liga da Justiça", de atuação na zona oeste do Rio de Janeiro, o ex-policial militar, Ricardo Teixeira Cruz, conhecido como Batman, foi condenado nesta quinta-feira (9) a pouco mais de 12 anos de prisão em regime fechado por formação de quadrilha.

A decisão foi tomada pela juíza Alessandra de Araújo Bilac, da 42ª Vara Criminal do Rio, ao concordar com os argumentos do Ministério Público Estadual de que Batman se aproveitou do fato de a quadrilha estar desmantelada, em razão da prisão dos integrantes de seu primeiro escalão, e reorganizou seu organograma. O miliciano passou, então, a figurar como líder do grupo, estabelecendo objetivos e determinando a maneira de atingi-los.

Batman havia fugido da prisão em outubro de 2008 do presídio Bangu 8, na zona oeste do Rio, onde cumpria pena de 9 anos e 8 meses, e, até ser recapturado – em maio de 2009 -, reassumiu o comando do grupo de milicianos.

Na sentença, a juíza Alessandra Bilac lembra que a ousadia do grupo e a certeza da impunidade, revelada, por exemplo, em um vídeo postado na internet por Batman enquanto estava foragido.

Na gravação, o ex-policial afirmava que voltara para tomar tudo o que era dele e que possuía vasto armamento, o qual teria antes estava com traficantes.

A juíza afirmou, ainda, que “o acusado, de acordo com o teor de interceptações telefônicas, apresenta total desprezo pela vida humana, mata e dá ordens de execução sem qualquer pudor”.

Duas das vítimas teriam sido os irmãos Leonardo e Leandro Baring, que depuseram contra o bando. O primeiro foi morto após prestar declarações à polícia sobre uma chacina ocorrida na favela do Barbante, em 2008, quando sete pessoas foram assassinadas. O segundo, que chegou a depor em juízo e reconheceu Batman, foi morto na noite de último domingo, dia 5.

Além de Batman, respondiam ao mesmo processo outras oito pessoas: Carlos Ari Ribeiro, Jorge Luiz Martins Benedito, Leonardo Moreira Dias, Marco Antônio dos Santos Lopes, Mauro José Pereira Mendes Monteiro, Ulisses da Costa Batista, Wallace Castro Fernandes e Wallace Luigi da Silva Langa. Eles, porém, foram absolvidos por falta de provas de sua participação na quadrilha.

No entanto o Tribunal de Justiça não soube informar se eles respondem a outro processo ou se serão liberados.

    Leia tudo sobre: batmanmilícialiga da justiça

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG