Milícia presa no RJ sequestrou traficantes e pediu R$ 6 mil e armas para soltá-los

Dois traficantes foram mortos porque comparsas não aceitaram entregar armas. Milícia foi desarticulada ontem com a prisão de cinco

Mario Hugo Monken, iG Rio de Janeiro |

A milícia que foi desarticulada na última terça-feira (27) por policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense com a prisão de cinco pessoas, entre elas um oficial da PM, é suspeita de ter sequestrado e matado dois traficantes do morro do Castellar, em Belford Roxo, na semana passada.

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Segundo as investigações, o grupo teria raptado os dois traficantes e exigido de comparsas R$ 6 mil mais duas pistolas para liberá-los. Como os aliados disseram que não tinham como arrumar as armas, a dupla acabou sendo morta. Os corpos já foram encontrados.

De acordo com o delegado Ricardo Barboza, a milícia seria responsável por cerca de 20 homicídios na cidade. As vítimas seriam traficantes ou moradores da cidade que tinham desavenças com o grupo.

A milícia realizava operações clandestinas em comunidades carentes do município e sequestrava traficantes. O valor do resgate pedido pela quadrilha variava conforme a importância da vítima na hierarquia do tráfico.

De acordo com os agentes, o PM envolvido com a milícia, que é tenente do 15º BPM (Duque de Caxias, chegou a participar de uma operação clandestina e acabou baleado pelos traficantes.

Um dos chefes do grupo, identificado como Carrapato, continua foragido. Além de extorquir traficantes, a milicia também explorava o serviço de água encanada no bairro de São Vicente e cobrava R$ 40 dos moradores. Realizava também empréstimos e cobrava juros.

Com os cinco presos, a polícia recolheu três pistolas, sendo duas calibre 9mm, e uma calibre ponto 40; quatro revólveres, três calibre 32 e um calibre 38, uma escopeta, dois coletes e uma touca ninja.

O delegado Ricardo Barboza afirmou ao iG que tentará obter provas sobre o envolvimento dos milicianos nos homicídios a partir de depoimentos de testemunhas.

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