"Meu filho não entende por que o pai não volta", diz mulher de bombeiro preso

Mãe de Renan, de 4 anos, a secretária Patrícia diz que filho vestiu capa de super-homem para salvar o pai

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Flávia Salme/iG
Renan, de quatro anos, aguarda ansiosamente pela soltura do pai, que está preso em Niterói
Moradora de Padre Miguel, na zona oeste do Rio de Janeiro, a secretária Patrícia Rodrigues Machado, de 27 anos, pediu dispensa do trabalho para garantir que o filho Renan, de quatro anos, veja com frequência o pai, o soldado bombeiro Wallace Vander Moreira Duarte, de 25 anos. Ele está preso desde o último domingo (5) em um quartel da corporação, em Niterói, na região metropolitana.

"Meu filho não entende o que é ser preso. Ele acha que o pai não mora mais com a gente. Trago ele dia sim e dia não para que não sinta falta do pai", diz Patrícia

Após a notícia de que a Justiça do Rio concedeu habeas corpus para os 439 bombeiros presos por invadir o Quartel-Central da corporação no último dia 3, Patrícia montou mais um plantão na porta do quartel .

"Disse para o Renan que a gente vinha buscar o papai. Ele não acreditou. Aí botei a capa de super-homem nele e disse que com ela, nós iríamos salvar o papai", contou.

A mulher do soldado disse ainda que gasta R$ 40 a cada dia de visita ao marido. E afirmou também que está revoltada com a prisão.

"Ele salva vidas e ganha menos do que eu, que sou secretária. Isso é uma humilhação", indignou-se.

Segundo ela, o marido recebe R$ 950 de soldo mais gratificação de R$ 350 por trabalhar como salva-vida.  Os 416 bombeiros que estão detidos em Niterói aguardam o alvará de soltura para deixarem o local.

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