Metade das armas desviadas das Forças Armadas foram levadas do Rio

Analista do MPM diz em CPI que, entre 2004 e 2008, 223 armas foram subtraídas de quartéis. 50% foram roubadas no RJ

iG Rio de Janeiro |

Metade das 223 armas desviadas das Forças Armadas no período de 2004 a 2008 em todo o Brasil foram levadas de quartéis no Estado do Rio de Janeiro. As informações foram prestadas nesta segunda-feira (20) pelo analista do Ministério Público Militar (MPM), coronel Diógenes Dantas, à CPI das Armas da Assembleia Legislativa fluminense.

Diógenes afirmou que o grande número de desvios teria relação com o poder das facções criminosas que atuam no Estado e admitiu deficiências na guarda dos armamentos e das munições.

“Há muitas unidades militares que se situam próximas a favelas dominadas por facções criminosas e é sabido que as Forças Armadas têm quartéis que sofrem implicações direta ou indiretamente na segurança orgânica das ações dos marginais nessas comunidades. É significativa a quantidade de munição de mesmo calibre daquela utilizada pelas Forças Armadas e pela polícia", disse.

O militar criticou também a falta de investimentos do Exército na fiscalização de armas de colecionadores, caçadores e de clubes de tiros.

Segundo o coronel, colecionadores teriam contribuído com o crime organizado alugando armas e há criminosos registrados como colecionadores.

O presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSOL), afirmou que colecionadores, a segurança privada e as lojas de armas vão demandar uma grande atenção dos parlamentares.

"A partir do momento que não são fiscalizados, podem estar alimentando o mercado ilegal", disse.

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