Menina com hematomas no corpo não teve morte cerebral, diz médico

Ainda em coma, criança tem sinais de queimadura nas nádegas. Pais vão prestar novo depoimento à polícia hoje

Bruna Fantti e Daniel Gonçalves, especial para o iG |

O Coordenador-médico do CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, Hilton Correia, afirmou ao iG que a menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, não teve morte cerebral. Segundo Correia, foi realizado um exame nesta quarta-feira (21) para confirmação. Contudo, ela permanece em coma, respirando com ajuda de aparelho e tomando medicamentos para manter a pressão arterial. Joanna apresenta hematomas nas pernas e sinais de possíveis queimaduras nas nádegas. A mãe da menina, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, acusa o pai de Joanna, o advogado André Rodrigues Marins, de maus tratos. Ele nega e diz que a criança se feriu porque teve sucessivas convulsões.

O titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, Luiz Henrique Marques, disse ao iG que vai ouvir novo depoimento dos pais da menina hoje à tarde. Segundo Marques, por enquanto a polícia segue três linhas de investigação: maus-tratos, erro médico ou a junção dos dois fatores. “Eu chamei o pai e a mãe de novo. Alguns pontos que ficaram obscuros precisam ser esclarecidos. Estou trabalhando com várias possibilidades que ainda precisam ser apuradas”. O delegado solicitou a cópia do prontuário da criança no Hospital RioMar, primeiro local onde ela foi socorrida, para saber se a menina deu entrada na unidade com problemas neurológicos.

Os pais de Joanna travam na Justiça uma batalha pela guarda da menina. A criança estava sob cuidados do pai há dois meses, mas na noite de terça-feira a 1ª Vara de Família de Nova Iguaçu determinou que a guarda de Joanne retornasse para a mãe. Cristiane garantiu que entregou a menina ao pai, em maio, em perfeito estado de saúde e disse ao jornal O Globo que, se Joanne morrer, André vai ser o responsável. Já o pai alega que a mãe sabia dos problemas neurológicos da filha, que teriam provocado as convulsões, mas não avisou a ele.

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