'Me disseram que ele foi levado de maca', diz irmã de vítima

Segundo irmã de aluno baleado, ex-alunos podiam entrar livremente na escola municipal de Realengo, no Rio

Priscila Bessa, iG Rio de Janeiro |

Irmã de um aluno baleado na Escola Municipal Tasso da Silveira, Luane Santos, 17 anos, só soube por parentes que seu irmão L., de 13 anos, era uma das vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira.

“Passei mais cedo pela escola e contaram que uma criança havia sido baleada, mas eu não tinha noção do que tinha acontecido. Quando eu cheguei em casa o marido da minha tia contou que o Luan tinha sido baleado”, afirmou.

“Na hora eu chorei muito. É horrível, porque eu não tenho ideia do estado dele. Me disseram que ele saiu de lá em uma maca, mas eu não sei se é verdade.”

O irmão foi baleado na cabeça e passa por uma cirurgia no Hospital de Saracuruna, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo Luane, os pais acompanham o irmão no hospital. “Minha mãe e meu pai não conseguem falar nada. Eu fiquei ligando até que a minha mãe desligou o telefone. Espero que esteja tudo bem com ele”, disse, emocionada.

A irmã estudou na escola e disse que as normas eram rígidas quanto à entrada de estranhos. Mas segundo ela os ex-alunos, como era o caso de Wellington, podiam entrar livremente na escola.

“Não estou com raiva porque eu mesma, que sou ex-aluna, costumo frequentar a escola”, afirmou.

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