Mc Playboy: 'Está na hora de a cultura também entrar no Alemão'

Funkeiro famoso no conjunto de favelas diz que só ações de segurança não bastam e pede investimentos em cultura, lazer e esporte

Anderson Ramos, iG Rio de Janeiro |

Há dez anos Mc Playboy canta a paz no Complexo do Alemão. O funkeiro começou a gravar seus versos, antes restritos às vielas e ruas das favelas, em 2004. Até assumir a carreira artística, foi feirante e camelô. Contudo, achou que os microfones seriam a melhor maneira de reivindicar uma vida mais digna para os moradores da região, palco de inúmeras trocas de tiro entre policiais e traficantes.

Pai de cinco filhos e morador do complexo há 40 anos, Mc Playboy - o Valnei Miranda, de acordo com o RG - já se apresentou até em Nova York, no festival Brazilian Day. “Quem diria que, um dia, um favelado iria cantar em Nova York”, comemora.

Além do palco internacional, funkeiro ganhou aplausos na última edição do Festival do Rio, quando apareceu como um dos protagonistas do documentário “Complexo – Universo Paralelo” , de Mário Patrocínio. “No filme eu falei que na favela tem pessoas que sabem fazer a diferença”.

Ativista das causas sociais, Playboy transformou a casa onde mora na favela em um centro social que atende crianças. “Árvore sem raiz não dá fruto. E para gerar esses frutos nós precisamos cuidar das sementes que são as crianças”.

Sobre as operações de segurança nas 14 favelas que integram o Complexo do Alemão, Mc Playboy afirma que só as ações policiais não bastam. "É preciso investir o mais rápidamente possível em esporte, lazer e, principalmente, cultura." 

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