Matutos forneciam fuzis a cada 20 dias para a Rocinha

Quadrilha de fornecedores de armas foi desarticulada pela Polícia Civil no ano passado

Mario Hugo Monken e Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro |

Parte do arsenal apreendido nas favelas da Rocinha, Chácara do Céu e Vidigal, na zona sul do Rio, foi fornecido por uma quadrilha de traficantes de armas desarticulada pela Polícia Civil fluminense em setembro do ano passado.

Segundo as investigações, os fornecedores, também chamados de matutos, entregavam a cada 20 dias, oito fuzis e 10 mil munições para os bandidos do Rio. Cada fuzil custava, em média, R$ 55 mil. As armas eram adquiridas no Paraguai e na Bolívia.

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A quadrilha, de acordo com a polícia, enviou para os traficantes da Rocinha fuzis dos modelos ´FAL - 762´, ´G3 ´, ´AK 47´, ´M 16´, ´M 18, AR-15, além de munições dos calibres 762, 556, nove milímetros, .45  e .40, além de granadas que eles chamavam de "abacaxi".

Consta nas investigações que o grupo tinha como base uma oficina mecânica no bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu. De lá, saíam os veículos que traziam armas e drogas para a Rocinha.

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Em uma das escutas telefônicas, um bandido conhecido como Neto negociava a compra de um fuzil calibre 762. Uma mulher conhecida pelo apelido de Rúbia Coração era o contato entre a quadrilha e os traficantes. Era ela que fazia os depósitos nas contas correntes indicadas pelos fornecedores.

Os dois principais líderes do bando, que atuava também nos estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais e o Distrito Federal, eram Antônio Ezequias Gura, o Gordo, e Luís Cláudio Rodrigues, o Coroa, ambos presos.

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