Marido de Verônica Costa é internado em hospital com queimaduras

Márcio Giovani Costa acusa a ex-vereadora de ter comandado uma sessão de tortura e espancamento contra ele

iG Rio de Janeiro |

Ag.News
Verônica Costa é acusada pelo marido de tentativa de homicídio e tortura
O marido da ex-vereadora e empresária de funk Verônica Costa deu entrada na manhã desta quarta-feira (23) no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Pasteur, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com a unidade, Márcio Giovani Costa, de 34 anos, está com queimaduras de segundo grau em diversas partes do corpo e não tem previsão de alta. Os médicos avaliam a necessidade de realizar uma cirurgia plástica.

Márcio registrou queixa na noite de terça-feira (22) na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) contra Verônica Costa e parentes dela por tortura. Segundo seu relato, o irmão, a irmã e o padrasto da ex-vereadora o teriam amordaçado e amarrado mãos e pés com correntes antes de uma sessão de espancamento.

A ocorrência teria começado por volta das 21h30 de segunda-feira (21) no banheiro da residência do casal, no bairro de Vargem Grande, na zona oeste do Rio. O espancamento e a tortura - com ameaças de atear fogo em um produto inflamável que jogaram no seu corpo - teriam sido comandados por Verônica.

De acordo com o depoimento de Márcio, o motivo das agressões seria a desconfiança da mulher de que ele teria uma amante. A empresária de funk também o teria acusado de ter se apropriado de bens dela.

Márcio afirmou à polícia ter conseguido fugir da casa somente às 17h de terça-feira e pediu ajuda a vizinhos. Verônica Costa será intimada pela polícia a prestar esclarecimentos sobre o caso. Ela não foi encontrada pela reportagem para comentar as acusações.

Histórico

Esse não é o primeiro registro policial envolvendo o casal. Há pouco mais de quatro meses, em outubro de 2010, Verônica havia prestado queixa contra o marido por agressão, na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo o depoimento de Verônica, Márcio teria apontado uma arma contra a cabeça da empresária e apertado o gatilho. Porém, a arma estaria sem munição.

Apesar de a agressão ter ocorrido em setembro, Verônica só prestou queixa após perder as eleições para deputada estadual. Na época, a Justiça determinou que Márcio não ficasse a menos de 500 metros de Verônica. Eles, no entanto, reataram pouco tempo depois da queixa.

    Leia tudo sobre: verônica costatorturaagressãoqueimaduras

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG