Maneco Quinderé e Peter Gasper devem iluminar sambódromo do Rio

Dupla de iluminadores planeja projeto para desfile das escolas de samba em 2011

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

A prefeitura do Rio pretende uma inovação para o desfile das escolas de samba, no próximo carnaval. Um acordo com dois dos mais importantes iluminadores em atuação no País, Maneco Quinderé e Peter Gasper, está em negociação avançada. Segundo adiantou ao iG o secretário de Turismo Antonio Pedro de Mello, a dupla está estudando uma proposta de iluminação para o sambódromo do Rio de Janeiro.

Divulgação
Crédito: Fabio Costa / Riotur
Em 2003, uma iluminação colorida, alternativa aos holofotes, foi testada durante os desfiles, por uma empresa terceirizada. Mas foi bastante criticada por interferir na qualidade da transmissão televisiva do evento.

Maneco já foi indicado várias vezes ao prêmio Shell de Teatro pela sua atuação nos palcos, como em peças como “Os Sete Afluentes do Rio Ota”, de Robert Lepage, “Batalha de Arroz Num Ringue Para Dois”, de Mauro Rasi, “O Casamento do Pequeno Burguês”, de Bertolt Brecht. Já Gasper, nascido na Alemanha, tem uma história que renderia um enredo de escola de samba. A família do iluminador veio para o Brasil fugindo da Segunda Guerra e, em seguida, ele estudou arquitetura, foi cenógrafo da TV Globo e, atualmente, é o responsável pela luz dos monumentos de Brasília assinados por Oscar Niemeyer. Entre suas experiências em grandes eventos, além de ter cuidado da luz no sambódromo na época de sua inauguração, em 1983, já iluminou o show de Frank Sinatra no Maracanã, em 1980, a missa do papa no Aterro do Flamengo, em 1997 e a última versão do Rock’n Rio.

Segundo o secretário de Turismo, o carnaval de 2011 ainda será realizado com a estrutura atual do sambódromo. Mas a ideia é que em breve o prédio da antiga fábrica de uma cervejaria, que fica bem próximo ao setor 2, seja demolido para dar lugar a uma nova arquibancada. O espaço, que atualmente abriga os camarotes Vips, tem capacidade para 3800 mil pessoas, distribuídas em três andares. O projeto de demolição faz parte das obras para as Olimpíadas de 2016, quando o sambódromo vai sediar a final da prova de maratona.

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