Mais um suposto integrante de torcida organizada é preso

No total, 13 pessoas foram detidas em operação para desarticular ação de integrantes de torcidas organizadas de futebol

iG Rio de Janeiro |

O torcedor Diego de Arantes Lima foi preso, na noite desta quarta-feira, em continuação da Operação Hooligans, deflagrada na manhã desta quarta-feira por policiais civis de delegacias distritais e especializadas do Rio.

Até agora já foram cumpridos 13 dos 19 mandados de prisão na operação que tem como objetivo combater a violência entre as torcidas organizadas de clubes de futebol no estado do Rio de Janeiro.

Na manhã desta quarta-feira foram presos André Silva Nogueira (apontado por ser líder da torcida organizada do Vasco); Luiz Carlos Barbosa; Hedimar José Simões Soares; Kleyson Wallace dos Santos Barbosa; Marcelo Rennan de Oliveira; Jorge Roberto Dalles (apontado por liderar a torcida organizada do Flamengo); Luan Rosa da Silva e Leandro Viegas Cipriano.

Quatro torcedores identificados como Guilherme Barreto de Pinho, João Paulo Leonardo da Costa, Wander Jorge Braga Vicente e Fabrício Porto Sales já estavam presos.

De acordo com o delegado Luiz Antônio Ferreira, outros policiais estão envolvidos. “A investigação demonstra que alguns policiais eram responsáveis por fazer o transporte e a segurança deles [torcedores] e muitas das vezes atuar como forma de revide às agressões que eram sofridas. Quando eles não podiam fazer, eles se utilizariam dos policiais”, disse.

A Operação Hooligans (referência a violentos torcedores ingleses) começou há três meses com um processo investigativo envolvendo policiais civis de delegacias distritais e especializadas. Cerca de 160 agentes atuaram na capital fluminense, em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na região metropolitana. As investigações deverão se estender também aos municípios da Baixada Fluminense, entre eles, Nova Iguaçu.

O delegado também afirmou que já apreendeu nas buscas feitas até agora notebooks e celulares e espera identificar a participação de mais membros das torcidas que divulgavam fotos, faziam provocações em sites de relacionamentos e promoviam festas, onde havia distribuição facilitada de ingressos para os jogos e a marcação dos confrontos com torcidas rivais. Ele mostrou ainda camisas com símbolos de facções terroristas e imagens que incitam a violência.

Ferreira disse ainda que os torcedores usavam as cores dos clubes apenas como disfarce para promover arruaças e outros crimes, como a de explorar jogos ilegais, o que ficou provado com apreensão de oito máquinas caça-niqueis num bar da torcida do Vasco, em São Gonçalo.

O chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski, anunciou que o governo fluminense já aprovou a criação de uma delegacia especializada para apuração de crimes com base no Estatuto do Torcedor e que está aguardando apenas a definição de suas atribuições.

* Com informações da Agência Brasil

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