Mãe que abandonou recém-nascido em rio é condenada

Ela deu à luz no banheiro de casa, colocou o bebê em um saco plástico e pediu à irmã que desse um sumiço nele

AE |

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O 3º Tribunal do Júri da Capital condenou Caroline de Souza Castro a sete anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, por tentativa de homicídio de seu filho recém-nascido, em 14 de dezembro de 2008. Grávida sem o conhecimento da família, ela deu à luz no banheiro de casa, colocou o bebê em um saco plástico na área de serviços e pediu que sua irmã, na época com 16 anos, desse sumiço na criança. Deixada na beira de um rio, em Senador Camará, na zona oeste do Rio de Janeiro, o bebê foi salvo pelo cão de um vizinho que passeava no local.

O julgamento foi realizado ontem e durou cerca de nove horas. Para o juiz Murilo Kieling, presidente do júri, Caroline Castro tem personalidade dominada pela frieza de sentimentos. Ele disse que o desamor e a crueldade, por pouco, não mataram o recém-nascido, que recebeu o nome de Miguel. Na sentença, o juiz fez uma analogia entre os autos e a história de Moisés, cuja mãe, com medo de o filho ser morto pelo Faraó no Egito, o colocou em um pequeno cesto no rio, vigiado por sua irmã, vindo a criança ser salva pela própria filha do Faraó.

"Aqui, a história, de certo modo, se repete. Mudamos, apenas, o mais importante - o sentimento. O amor incondicional salvou Moisés, o desamor e a crueldade, por pouco, não mataram o recém-nascido Miguel. A frieza e a insensatez são os elementos que afloram do presente enredo que, na presente data, nos foi apresentado", afirmou o juiz.

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