Livre, Jorgina de Freitas agora quer ser professora universitária

Condenada por desviar R$ 206 milhões do INSS, ela saiu da penitenciária, após 13 anos. Com o OAB cassado, pretende cursar mestrado

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

A ex-advogada Maria Jorgina de Freitas, condenada por fraude do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e solta no sábado após cumprir 13 anos de prisão, deseja ser professora universitária.

Livre, agora Jorgina pretende cursar um mestrado. Ela pediu à Justiça em janeiro para ter direito a freqüentar a pós-graduação enquanto ainda estava presa. Ela alegou, na ocasião, que tinha “excepcional comportamento carcerário” na penitenciária Oscar Stevenson e que “embora seja bacharel em Direito, para exercer o magistério superior o MEC exige, no mínimo, curso de mestrado”.

Em janeiro, a Justiça não autorizou seus pedidos, mas agora a fraudadora do INSS está livre para fazer o que desejar.

Ela é formada em Direito, mas teve o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil cassada em 2001, por ter liderado uma quadrilha que lesou o INSS em cerca de R$ 400 milhões. O grupo era composto por 45 pessoas e forjava documentos para conceder indenizações milionárias por acidentes de trabalho a pessoas ligadas à quadrilha.

De acordo com a Justiça do Rio, Jorgina desviou o equivalente a US$ 114 milhões (R$ 206,5 milhões, ao câmbio de sexta-feira, segundo o Banco Central) da Previdência brasileira. A ex-advogada foi condenada a por peculato (corrupção por funcionário público) e formação de quadrilha.

Ela estava presa desde 1997, quando se entregou, após fugir para a Costa Rica. Foi condenada a devolver cerca de R$ 200 milhões – apenas R$ 57 milhões foram recuperados até o momento. A Justiça determinou que 57 imóveis em nome da fraudadora sejam leiloados para pagar o prejuízo.

O iG telefonou esta tarde para Jorgina e seu advogado, José Guilherme Costa de Almeida, mas não conseguiu contato.

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