"Lista da morte" tinha nomes de juíza assassinada, delegado e até promotor

Relação foi achada com suposto chefe de grupo de extermínio em São Gonçalo. Quadrilha também tinha PMs

iG Rio de Janeiro |

A juíza Patrícia Lourival Acioli , de 47 anos, assassinada na noite da última quinta-feira (11), constava em uma lista apreendida pela polícia com nomes de 12 pessoas marcadas para morrer. A relação foi encontrada com Wanderson da Silva Tavares, conhecido como "Gordinho", no início do ano.

O criminoso é apontado como líder de um grupo de extermínio que agia em São Gonçalo e Niterói, municípios da Região Metropolitana do Rio, e que contava com a participação de PMs. "Gordinho" foi preso no Espírito Santo.

Além da juíza, a lista tinha os nomes do promotor Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, do titular da 72ª DP, delegado Geraldo Assed Estefan, e de três inspetores da Polícia Civil. Na mesma relação, eram citados também quatro PMs suspeitos de participar do grupo de extermínio liderado por "Gordinho" e de uma informante da quadrilha.

Segundo denúncia do Ministério Público, a quadrilha chefiada por "Gordinho" sequestrava traficantes das localidades do Complexo do Salgueiro, Menino de Deus, Chumbada, Trindade, Santo Cristo e Coruja, todas em São Gonçalo.

O grupo exigia resgates aos comparsas e familiares das vítimas. Mesmo após receberem o pagamento, elas eram assassinadas e seus corpos queimados. Cinco PMs foram presos em agosto suspeitos de participarem do bando.

Delação premiada

De acordo com o processo que corre contra Wanderson na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, ele foi beneficiado por delação premiada por aceitar colaborar com a Justiça. O suspeito, inclusive, não participou da última audiência do caso, realizada no dia 26 de junho, porque a defesa alegou que ele temia ficar junto a outros réus, inclusive os PMs.

No ano passado, a juíza Patrícia Acioli também foi responsável pela condenação do ex-vereador Édson da Silva Mota, conhecido como Mota da Copasa. Ele era acusado de chefiar a máfia de vans em São Gonçalo.

Mota da Copasa foi condenado a seis anos de prisão pelo crime de formação de quadrilha. Seu filho, suspeito de participar do bando, também foi sentenciado. Segundo consta nos autos, o grupo teria sido responsável por uma série de homicídios ocorridos na cidade.

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Juíza é morta a tiros em Niterói, no Rio

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