Light troca transformador que explodiu e feriu turistas no Rio

Casal americano deve continuar internado por 30 a 45 dias. Estado de saúde da mulher é considerado grave

iG |

A Light trocou na noite desta quinta-feira (1) um transformador na instalação subterrânea que explodiu na manhã de terça-feira (29) e feriu dois turistas americanos na esquina da rua República do Peru com a avenida Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a empresa, foram usado dois caminhões e um guindaste para realizar a troca.

Os turistas Sarah Lowry, 28 anos, e David McLaughin, 31, sofreram, respectivamente, 80% e 30% de queimaduras no corpo no acidente. Eles estão na Clínica São Vicente e, de acordo com boletim médico, o estado de Sarah é considerado grave. O cirurgião plástico Marco Aurélio Pellon afirmou que a cicatrização dos ferimentos deve comecar nos próximos dez dias. A internação do casal pode se prolongar ainda por 30 a 45 dias.

AE
Funcionários trabalham no bueiro que explodiu na esquina da rua República do Peru com a av. Nossa Senhora de Copacabana

Laudo aponta curto-circuito como causa da explosão

O laudo preliminar da explosão de um bueiro da Light, distribuidora de energia do Rio, que feriu gravemente dois turistas americanos na última terça-feira em Copacabana, na zona sul, aponta como causa um curto-circuito. De acordo com o delegado Fernando Reis, o laudo preliminar indica que não havia vazamento de gás no momento do acidente.

"Segundo a prova pericial, o que detonou o evento foi um curto-circuito. Esse evento por si só já seria suficiente para causar o dano verificado", disse Reis. O presidente da Light, Jerson Kelman, discordou da conclusão do policial. "Um curto-circuito por si só não causa explosão. A faísca estava associada a alguma coisa".

Saúde do casal preocupa

Pellon demonstrou maior preocupação com o caso de Sarah, que teve 80% do corpo queimado. Apesar de otimista com a resposta da paciente, o cirurgião plástico observou que o risco de morte, no caso da americana, ainda é de cerca de 90%.

“Ela tem uma queimadura muito extensa, o que inspira muito cuidado por se tratar de uma queimadura grave. Estatisticamente é um risco de morte muito elevado. Só que no caso dela, como ela não tem queimaduras de vias aéreas, não tem queimadura extensa de 3º grau e é uma pessoa jovem, está apresentando e deverá apresentar uma boa evolução. Mas nada nos garante que ela vai evoluir 100% bem. No momento, ela está estável e não está demonstrando que vai evoluir mal”, afirmou o cirurgião.
De acordo com Pellon, David, que teve 30% do corpo queimado, está fora de risco. O cirurgião garantiu que os dois conversam e se alimentam por via oral e disse que para garantir um reforço ao organismo, principalmente no caso de Sarah, a alimentação ainda está sendo complementada por sonda ligada diretamente ao intestino e os ferimentos limpos diariamente sob sedativos.

“Ela é submetida a um banho, tratamento chamado de balnoterapia. Aquelas lesões são limpas para eliminar as toxinas porque a queimadura gera toxina que é absorvida pelo corpo como uma coisa estranha, então esgota o sistema imunológico e propicia o surgimento de infecção. O tratamento consiste em deixar a lesão o mais limpa possível e aplicar substâncias que são antibióticos tópicos para evitar que haja crescimento bacteriano na ferida”, explicou Pellon.

O médico disse ainda que o casal está sendo tratado em quartos diferentes para evitar complicações, como contaminação dos ferimentos, mas que se vêem com regularidade. Pellon garantiu que Sarah e David não apresentaram quadros de estresse ou depressão e que já conseguiram fazer contato com seus pais que devem chegar ainda nesta quinta-feira ao Rio de Janeiro.

Futura Press
Uma turista foi atingido na manhã desta terça-feira pela explosão de um bueiro em Copacabana

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