Líder comunitário é assassinado na Rocinha, diz Batalhão de Choque

Denunciado por supostamente lavar o dinheiro do tráfico, Feijão foi morto com um tiro na cabeça

iG Rio de Janeiro |

Denunciado por suspeita de lavar o diinheiro do tráfico de drogas, o líder comunitário da favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, foi morto com um tiro na cabeça na tarde desta segunda-feira (26), na Via Ápia, na própria comunidade.

Leia também : Líder comunitário é denunciado por suspeita de lavar o dinheiro do tráfico na Rocinha

Segundo o Serviço Reservado do BPChoque, que ocupa a Rocinha, o crime foi cometido por dois homens que estavam em uma motocicleta e efetuaram ao menos quatro disparos.

A morte de Feijão seria mais um capítulo de uma suposta guerra envolvendo duas facções criminosas pelo controle da Rocinha, que está ocupada pela PM desde novembro. A polícia tem informações de que traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV), que dominaram a comunidade até 2004, teriam ocupado a parte alta da favela, e passaram a disputar o poder na Rocinha com os rivais da Amigos dos Amigos (ADA). 

Na semana passada, outras três pessoas foram mortas em uma disputa entre traficantes. Na madrugada de hoje, um homem foi baleado na comunidade.

Feijão presidia uma das associações de moradores da Rocinha.

Braço-direito de Nem

Feijão respondia ao menos dois processos por acusação de lavagem de dinheiro da quadrilha do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ex-chefe da Rocinha, e que está preso desde novembro.

Em um dos processos, como “braço direito”, “laranja” e principal responsável pela lavagem de dinheiro do tráfico e dos gastos pessoais e da família de Nem.

Feijão chegou a ser detido e levado à delegacia em 16 de novembro, após a ocupação do morro, mas liberado porque seu mandado de prisão já tinha sido revogado, durante o processo, ao qual responde em liberdade. No fim da tarde desse dia, ele ainda participou da reunião de moradores da Rocinha com o Bope, na quadra da Rua 1.

Para atuar como “tesoureiro do tráfico”, Feijão montou ao menos duas empresas em seu nome – o lava-jato “V Barros de Oliveira Comércio de Acessórios para Veículos Ltda.”, com capital social de R$ 20 mil, e a “WC Comércio de Gelo Ltda.”, com R$ 150 mil – e usava contas correntes bancárias das firmas para quitar débitos da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e pagar despesas de “Nem” e da mulher, Danúbia Rangel.

Para facilitar as despesas de Danúbia, ele a apresentava como funcionária do lava-jato na Rocinha. Feijão tinha oito linhas de telefone em seu nome, para o uso de integrantes da facção, entre os quais seu irmão Fábio Barros de Oliveira – os dois são investigados por associação ao tráfico.

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