'Lembrei do 11 de setembro', afirma sobrevivente

Entregador de água conseguiu sair do prédio no momento em que edifício ruía

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Vicente Antonio da Cruz, de 53 anos, entregava água como fazia há três anos no sétimo andar do prédio número 44, da Avenida Treze de Maio, no centro do Rio de Janeiro, por volta das 20h30 da noite desta quarta-feira (26). Ele conta ao iG como conseguiu escapar da tragédia por uma questão de minutos.

“Subi para entregar água no 7° andar, como faço toda noite há mais de três anos. Geralmente eu pego logo depois os meus cartões com contatos e coloco embaixo das portas dos outros andares. Dessa vez me deu preguiça e resolvi descer".

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Cruz, então, afirma que assim que chegou à portaria, o prédio começou a ruir. "Só deu tempo de me jogar na calçada e ser tomado por uma imensa fumaça que encobriu todos os arredores. Fui salvo pela sorte, porque se eu tivesse ficado para entregar meus cartões com certeza teria morrido e não teria chegado a tempo na calçada. Tudo aconteceu em pouquíssimo tempo", afirmou.

Valmir Moratelli
"Não tinha como não lembrar do onze de setembro. Na hora pensei que tivesse sido um avião", disse ao iG sobrevivente

O entregador disse, ainda, que viu duas pessoas entrarem no elevador assim que ele saiu. Ao ouvir o estrondo, da Cruz se atirou perto de uma banca de jornal. "Me deitei, coloquei as mãos sobre minha cabeça, não consegui sentir minhas pernas. Um bloco de pedra caiu bem ao meu lado e me arranhou, mas estou bem. Lembrei do 11 de setembro", relatou ao iG, muito nervoso. 

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