Leilão arrecada R$ 3,5 bilhões para revitalizar área portuária do Rio

Fundo da Caixa Econômica vai negociar o aumento de gabarito de prédios a serem construídos no projeto Porto Maravilha

iG Rio de Janeiro |

J. P. Engelbrecht/Riotur
As Olimpíadas de 2016 impulsionaram o projeto Porto Maravilha
A Caixa Econômica Federal (CEF) arrematou nesta segunda-feira (13), em um lote, todos os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da Região do Porto do Rio, por R$ 3,5 bilhões.

O montante será usado pela Prefeitura do Rio para a segunda etapa do projeto Porto Maravilha, com intervenções em uma área de 5 milhões de metros quadrados, hoje degradada.

Com a aquisição de 6,4 milhões de títulos – a R$ 545 cada –, a Caixa ganha o direito de negociar os títulos dos Cepacs no mercado imobiliário. Na prática, a CEF negocia com construtoras a venda do direito de construir prédios com gabarito acima do permitido na região, mediante pagamento.

A segunda etapa do projeto do Porto Maravilha inclui a demolição de um trecho do Elevado da Perimetral (entre a Candelária e a Rodoviária), 4 km de túneis, reurbanização de 70 km de vias e reconstrução de 700km de redes de infraestrutura urbana. As obras ficarão a cargo do Consórcio Porto Novo (formado por OAS, Carioca Engenharia e Odebrecht), em uma parceria público-privada no valor de R$ 7,6 bilhões. O cronograma das obras será apresentado na semana que vem.

"Serão cinco anos de obras, uma transformação nunca vista nesta cidade, com serviços de infraestrutura urbana e manutenção das ruas e avenidas da região. Trata-se de uma operação que garante economia de cerca de 7,6 bilhões de reais de recursos públicos. A partir de agora, o consórcio assume coleta de lixo, tapa-buraco, troca de lâmpada e operação de toda a região. É inovador”, disse o prefeito, Eduardo Paes.

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