Laudo do IML confirma que menina Joanna sofreu maus-tratos

Ação teria agravado seu estado de saúde; pai é principal suspeito

iG Rio de Janeiro |

Um novo laudo do IML (Instituto Médico Legal) aponta que a menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, sofreu maus-tratos, o que teria agravado o quadro de meningite viral desenvolvida a partir de herpes, doença responsável pela sua morte. A criança morreu após ficar 26 dias em coma em um hospital na zona sul do Rio.

Os peritos responsáveis pelo laudo afirmaram que as cicatrizes e as feridas pelo corpo foram provocados por traumas. Já as lesões parecidas com queimaduras nas nádegas teriam sido causadas por substância química ou ação física.

A mãe da criança, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, acusa o pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins de ser o autor das marcas. André estava com a guarda temporária de Joanna, após ganhar uma ação na Justiça.

Policiais que investigam o caso afirmaram que vão avaliar o laudo e podem indiciar Marins por maus-tratos, tortura ou até por homicídio. Marins afirmou que chegou a amarrar a criança com fita crepe durante à noite, pois a menina teria o sono agitado. Até a próxima quarta-feira o inquérito sobre o caso deverá concluído.

Relembre o caso

Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, era alvo de uma disputa judicial. A menina estava sob a guarda do pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, desde o dia 26 de maio.

Ele conseguiu a autorização da Justiça após um processo em que alegava que a ex-mulher, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, o impedia de ver a filha. Joanna deveria ficar com o pai por 90 dias, pois teria sido vítima por parte da mãe de alienação parental – quando um dos genitores difama o outro para o filho após a separação.

Sob a guarda do pai, Joanna deu entrada no Hospital RioMar – no dia 17 de julho – com quadro de convulsões, hematomas nas pernas e marcas de queimadura – aparentemente feita por cigarros – nas nádegas e no tórax. Após tomar um medicamento, a criança foi liberada desacordada.

Estranhando o fato de a filha não ter recobrado a consciência, André Marins levou a filha para o Hospital das Clínicas de Jacarepaguá e, de lá, seguiu em coma para a clínica Amiu, em Botafogo, na zona sul do Rio. A menina deu entrada na unidade no dia 19 de julho e morreu no dia 13 de agosto.

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