Laudo aponta causa acidental para incêndio na Cidade do Samba

Fogo destruiu barracões de três escolas no dia 7 de fevereiro e fez prefeitura mudar regulamento do desfile

iG Rio de Janeiro |

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta quinta-feira (3) que o  laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) aponta causa acidental para o incêndio que atingiu barracões da Cidade do Samba, na zona portuária da capital fluminense, no último dia 7 de fevereiro.

Na ocasião, o fogo destruiu alegorias e fantasias da Portela, União da Ilha do Governador e Acadêmicos do Grande Rio e fez a Prefeitura mudar o regulamento dos desfiles do Grupo Especial: nenhuma escola será rebaixada este ano e as três escolas prejudicadas pelo incêndio não serão avaliadas.

Segundo a Polícia Civil, o laudo descreve como causa mais provável "ação humana involuntária". O inquérito aberto pela Delegacia da Praça da República (4ª DP), que ainda não foi concluído, aponta que não houve autor.

Prejuízos

Grande Rio, Portela e União da Ilha tinham, em conjunto, desfiles avaliados em R$ 19 milhões. A escola de Duque de Caxias, por exemplo, teve 100% de perda. Foram destruídos sete carros alegóricos, quatro tripés, todas as fantasias de 33 alas e o abre-alas com 60 metros de comprimento. O carnaval da agremiação estava avaliado em R$ 9 milhões de reais, e seria o mais caro de sua história.

A União da Ilha teve todas as fantasias de suas 32 alas perdidas. As fantasias estavam nos segundo e terceiro andares do espaço, na Cidade do Samba. Dos oito carros projetados para contar o enredo “O mistério da vida”, seis estavam quase prontos. O desfile da Ilha estava avaliado em R$ 5,5 milhões. Um dos carros que mais chamavam atenção no barracão era uma imensa aranha, que teria movimentos articulados por artesãos de Parintins, cidade da Amazônia. A alegoria foi totalmente destruída. Outras duas sofreram danos com o fogo.

Na Portela, os prejuízos foram um pouco menores, se comparado às duas outras. Quatro carros estavam com acabamentos em madeira e outros três em ferragens. Á águia, símbolo da escola, que viria no abre-alas, ainda não estava sendo montada. Com o enredo “Azul da cor do mar”, a escola de Madureira faria um desfile avaliado em R$ 4,5 milhões.

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