Latino e Belo negam má-fé em compra de carro importado

Músicos estão entre os suspeitos famosos que tiveram seus veículos confiscados na sexta-feira (7) durante operação da Polícia Federal

iG Rio de Janeiro |

Após a Polícia Federal ter desarticulado um esquema de lavagem de dinheiro e compra de veículos importados seminovos contrabandeados , os cantores Belo e Latino se manifestaram através de nota assinada por seus advogados na tarde deste sábado (8).

Leia também: Atletas de grandes clubes e artistas lavaram dinheiro com esquema

Segundo Bruno Gomes, advogado de Latino, o músico “repudia qualquer insinuação sobre seu envolvimento ou participação em negócios de importação e comercialização de veículos”. Ele afirma ainda que Latino vai colaborar com as investigações e que o cantor era “apenas cliente, como tantos outros, que de boa-fé adquiriram veículos em uma loja bem estabelecida em local nobre da cidade do Rio de Janeiro”.

Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Agentes foram até concessionária na Barra da Tijuca, suspeita de vender carros irregulares

O advogado de Belo, Ivo Peralta, definiu como “absurda” a vinculação de seu cliente com o esquema e disse que o cantor recebeu da loja “toda a documentação de regularidade dos órgãos nacionais que fiscalizam e efetuam o cadastro de veículos”.

Assim como o advogado de Latino, Peralta afirma que Belo irá colaborar com as investigações e que o cantor não tinha conhecimento das irregularidades na importação e venda do automóvel.

Jogadores de futebol

A ligação de jogadores de futebol e cantores com o esquema de contrabando de carros importados foi revelada pelo iG. Além de Belo e Latino, a operação da Polícia Federal também atingiu os atletas Emerson, do Corinthians, Diguinho, do Fluminense, e Kleberson, do Atlético-PR.

Segundo a investigação da PF, a quadrilha era comandada pelo israelense Yoram El Al e pelo contraventor Haylton Escafura. Como as notas fiscais eram subfaturadas, os carros eram vendidos por valores até 30% abaixo dos preços de mercado.

Para a PF, os atletas se beneficiaram disso sabendo da origem ilícita dos automóveis – no direito, a prática é conhecida como “teoria da cegueira deliberada”, ou seja, quando alguém prefere fingir não saber de algo que lhe beneficia.

O assessor de Diguinho, Henrique Coelho, confirmou neste sábado que o jogador realmente comprou um carro há três meses na concessionária da Barra. "Mas o carro não tinha irregularidades e será devolvido na segunda ou terça-feira pela Polícia Federal", disse Coelho.

A Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal informaram que aqueles que comprovarem ter adquirido os veículos de boa-fé, poderão mantê-los. Até então, porém, ficarão sem o bem.

*com informações da Agência Estado

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