"Lá dentro o cenário é de terror", diz mãe de vítima Renata

Aluna passou por cirurgia após tiroteio dentro de escola municipal no Rio de Janeiro

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Após o ataque feito por um homem identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, na manhã desta quinta-feira, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, familiares de vítimas descrevem os momentos de pânico e a situação de seus parentes.

A dona de casa Vera Gomes deixou o hospital Albert Schweitzer, no bairro do Realengo, bastante agitada embora gritasse aos jornalistas que sua filha Renata Gomes havia sido operada e estava bem. "O cenário lá dentro é de terror. Não aguento falar sobre isso. Minha filha está bem.” Segundo Vera, a adolescente está lúcida e pode até conversar com a mãe. "Ela me tranquilizou."

Bastante abalada com a tragédia, Vera deixou o hospital às pressas para encontrar os outros filhos que ela não disse se também seriam estudantes do colégio. O marido de vera permanece no hospital.

A direção da escola informou que o homem - que seria um ex-aluno - se passou por um palestrante para entrar na instituição de ensino. Com o barulho dos tiros, houve muita gritaria e os professores trancaram as portas das salas para proteger os alunos. Na fuga, o atirador teria se deparado com policiais militares que participavam de uma blitz na região com o apoio do Detro para apreender vans piratas, dando início a uma troca de tiros. "Ao ouvir disparos, a PM se dirigiu ao local. A tragédia poderia ter sido pior", avaliou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 400 alunos do Ensino Fundamental com idades entre 9 e 14 anos estudam na escola municipal no turno da manhã. Por conta do ocorrido, a movimentação é intensa em frente à instituição de ensino, onde há uma grande concentração de pais de alunos. A rua onde fica localizada a escola está interditada e policiais militares do 14º BPM (Bangu) tentam controlar a situação no local. Ainda não há informações sobre o que teria motivado o crime.

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