Justiça quebra sigilo telefônico de PMs investigados no caso Juan

Dados de dez linhas telefônicas serão analisados. Morte do menino foi anunciada ontem

iG Rio de Janeiro |

Futura Press
Juan será enterrado amanhã em um cemitério do município de Mesquita, na Baixada Fluminense
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a quebra de sigilo de dez linhas telefônicas usadas por PMs investigados pela morte do menino Juan Moraes, de 11 anos, cujo corpo foi encontrado na semana passada, no rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Segundo o TJ-RJ, foi autorizada a análise dos dados destas linhas no período entre os dias 2 de junho e 4 deste mês. Não foi informado o número de PMs que usaram os números.

A morte de Juan foi anunciada ontem (6) pela Polícia Civil. Na ocasião, a chefe da corporação, delegada Martha Rocha, disse que o corpo que foi achado no Rio Botas era do garoto desaparecido. Anteriormente, peritos afirmaram que os restos mortais pertenciam a uma menina.

Apesar de ter revelado a morte de Juan, a Polícia Civil ainda não divulgou qual foi a causa do óbito. Uma perita que errou no diagnóstico do corpo achado no rio foi afastada e responderá uma sindicância.

Juan desapareceu no dia 20 de junho após ser supostamente baleado em um confronto na favela Danon, em Nova Iguaçu, também na baixada.

Quatro PMs que participaram deste tiroteio foram afastados do batalhão de Mesquita (20º BPM), onde eles eram lotados. Uma perícia feita em viaturas que eles usaram no dia em que o menino sumiu indicaram a presença de manchas de sangue. O material está sendo analisado para se descobrir se o sangue era de Juan.

As viaturas também tiveram o GPS analisado e ficou constatado que os carros oficiais não circularam no local onde o corpo foi desovado. Por isso, a polícia investiga se um carro particular foi usado para transportar o cadáver.

O corpo de Juan será enterrado na manhã desta sexta-feira (8) no cemitério Jardim da Saudade, em Édson Passos, em Mesquita. Amanhã será feita a reconstituição do caso.

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