Justiça permite sepultamento sem reconhecimento no Rio

A partir deste sábado, cadáveres que não forem identificados serão numerados, terão material genético colhido e serão enterrados

AE |

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O grande número de corpos em Nova Friburgo (RJ) obrigou a Justiça a determinar que as vítimas das tempestades que atingiram a região serrana fluminense sejam sepultadas sem o reconhecimento pelas famílias. A partir deste sábado, por questão de saúde pública, os cadáveres que não forem identificados serão numerados e terão material genético colhido antes de serem enterrados, o que possibilitaria o reconhecimento posteriormente. Os corpos que estiverem em bom estado também serão fotografados.

Segundo o promotor Hédel Luis Nara Ramos Júnior, a Justiça havia autorizado o sepultamento imediato dos corpos que não fossem identificados por parentes, uma vez que seria impossível armazená-los em boas condições. As equipes do Instituto Médico Legal (IML) e do Ministério Público, no entanto, decidiram conceder um prazo de 72 horas, a partir do temporal, para que as famílias pudessem reconhecê-los.

A partir das 7 horas deste sábado, cerca de 100 corpos devem ser sepultados em Nova Friburgo. As vítimas estão em caixões espalhados pela quadra da escola de samba Unidos da Saudade, vigiados por policiais militares. Em Teresópolis, a Justiça ordenou que os corpos fossem congelados. Fotografias e material genético dos mortos vão permitir que as vítimas sejam identificadas posteriormente.

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