Justiça ouve testemunhas de propina no caso Rafael

Políciais teriam cobrado R$ 10 mil de propina para liberar o motorista Rafael Bussamra, que atropelou o músico Rafael Mascarenhas

AE |

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A Justiça Militar do Rio de Janeiro realiza, desde as 12 horas desta quinta-feira, audiência de prova de acusação do processo em que os policiais militares Marcelo José Leal Martins e Marcelo de Souza Bigon são acusados de corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de missão. Segundo a denúncia, eles cobraram R$ 10 mil de propina para liberar o motorista Rafael Bussamra, que atropelou o músico Rafael Mascarenhas - filho da atriz Cissa Guimarães -, na madrugada do dia 20 de julho no Túnel Acústico, na Gávea, zona sul da capital fluminense. 

Os policiais estão sendo julgados por um Conselho Permanente de Justiça da Polícia Militar, presidido pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros e composto pelo major Ivan do Espírito Santo Araújo, pelo capitão Glauber Roberto Telles Esteves, pelo capitão Ricardo D'Azevedo Santos Neto (sorteado em substituição ao capitão Lauro Moura Catarino, após comunicação de sua prisão em flagrante pela prática do crime de furto qualificado); e pelo capitão Renato Paulino Senna dos Santos. 

Na audiência, os réus vão ouvir os depoimentos de seis testemunhas de acusação, sendo três civis e três militares. Entre os civis estão o suposto atropelador Rafael Bussamra, seu pai Roberto Bussamra e o carona do segundo carro, que estava no túnel no dia do atropelamento, chamado Gustavo. Os acusados foram interrogados em 26 de agosto por cerca de seis horas e negaram os fatos apresentados na denúncia.

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