Justiça manda soltar sobrinho de Beira-Mar suspeito de sequestro

Para juíza, apenas um policial o reconheceu. Três outros suspeitos tiveram a prisão decretada. Um está foragido

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Sobrinho de Beira-Mar será solto por ordem da Justiça
A Justiça do Rio de Janeiro mandou soltar nesta sexta-feira (12) Jean Júnior da Costa Oliveira, que foi preso em um hospital em Copacabana, na zona sul da capital, como sendo suspeito de participar do sequestro de um ônibus da viação Jurema, na última terça-feira (9), no centro. Ele é sobrinho do narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

Em seu despacho, a juíza Maria Elisa Peixoto Lubanco informou que não houve flagrante para a prisão de Jean e ele só foi reconheicido por um policial militar que atendeu à ocorrência.

Jean foi preso no Hospital São Lucas. Ele apareceu com um tiro no testículo. Segundo a polícia, o disparo foi feito por ele próprio. Na ocasião da prisão, PMs do batalhão de Copacabana disseram que ele tinha sido reconhecido por vítimas.

A juíza decretou ainda as prisões preventivas de outros três suspeitos: Renato da Costa Junior, Bruno Silva de Lima e Clerivan da Silva Mesquita. Somente os dois primeiros estão presos.

Renato e Bruno foram presos em flagrante após os reféns terem sido libertados. Segundo a magistrada, que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, os acusados devem continuar presos para a garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.

“Ademais, as circunstâncias de tais delitos, que foram praticados no interior de um coletivo onde várias pessoas voltavam do trabalho para seus lares, mediante concurso de pessoas, com emprego de armas e uma granada indicam que são muito perigosos, ressaltando que as vítimas esclareceram que os citados indiciados foram agressivos com os passageiros”, ressaltou a juíza Maria Elisa.

O Globo
Policiais do Bope foram chamados para negociar a libertação dos passageiros que foram mantidos reféns

Quanto a Clerivan, a magistrada destaca que há indícios suficientes de autoria, pois foi reconhecido por um dos reféns e pela dona do carro que ele usou para fugir do local do crime.

No sequestro, cinco pessoas foram baleadas. Três permanecem internadas. O caso mais sério é o de Lisa Mônica Pereira, de 46 anos, que levou um tiro no peito e que perfurou o pulmão. Seu estado é grave.

Perícia feita no ônibus indicou que o coletivo foi atingido por 14 disparos, todos de fora para dentro. Dois PMs que admitiram ter atirado foram indiciados por lesão corporal culposa (quando não há intenção).

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